O sonho de aglutinar a base da presidenta Dilma Rousseff (PT) em uma única candidatura à Prefeitura Municipal de Maceió está cada vez mais distante. Com o cenário atual, a tendência é que os partidos que marcham junto no campo do Governo Federal, apresentem candidaturas próprias na capital alagoana, ainda que não exista outro projeto que não seja o de poder ou de "demarcação de território".

Há pré-candidatos que avaliam que se não lançarem o nome agora, significa "morte antecipada" para os projetos para 2014, quando estarão em disputa Senado Federal, Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Sendo assim, aquele chapão de 2010 que somou quase todos os partidos do projeto para eleição de Rousseff, mas ainda assim não receberam a visita nem de Dilma, nem do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições estaduais, tem poucas chances de ser reeditado.

Isto começa pelo próprio PMDB do senador Renan Calheiros, que - conforme o próprio Calheiros - deve definir candidatura própria ou uma indicação de vice até o próximo mês de abril. O nome trabalhado pelos peemedebistas é o secretário municipal Mozart Amaral. Mas, o PR também tem pré-candidato: Maurício Quintella. O PRB - por mais que Galba Novaes evite a discussão antecipada - tem o nome do próprio Novaes em jogo. O PDT sustenta o nome de Ronaldo Lessa.

O PT pode lançar candidatura própria. O PTdoB aposta na consolidação do nome da deputada federal Rosinha da Adefal. Por fim, o deputado federal João Lyra (PSD) também quer marcar espaço nas eleições municipais e vai cobrar - caso se consolide o desejo - o apoio do prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP). Se houve aliança entre estes nomes, fica para um segundo turno.

Mas, não é exclusividade dos "dilmistas". Entre os tucanos, o deputado federal Rui Palmeira (PSDB) e sua pré-candidatura ainda não representa uma aliança. Há a pré-candidatura de Jefferson Morais (Democratas), do deputado federal Givaldo Carimbão (PSB) e do pepista e secretário estadual Marcelo Palmeira. Pode existir a estratégia de rachar agora e reconstruir a união lá na frente, em um possível segundo turno.
 

Estou no twitter: @lulavilar