Uma mobilização de entidades tenta derrubar o aumento no número de vereadores de Ribeirão Preto (313 km de SP) a partir da eleição deste ano.

Os parlamentares aprovaram no ano passado a alteração de 20 para 27 no total de cadeiras na Câmara a partir de 2013.

Neste sábado (10), foi instalado no calçadão da rua General Osório com a Álvares Cabral um posto para a coleta de assinaturas. O objetivo é reunir ao menos 30 mil assinaturas de eleitores da cidade até o dia 31 de março.

"Eles [os vereadores], que nos representam, fizeram uma lei sem consulta popular. Uma pesquisa feita a pedido da Acirp [associação comercial] mostrou que 92% das pessoas ouvidas eram contra o aumento no número de cadeiras na Câmara", disse Otávio Martins Soares, assessor da diretoria da Acirp. "Vamos coletar as assinaturas para apresentar na Câmara a vontade popular e derrubar a lei", disse.

De acordo com Antonio Luiz de Oliveira, secretário-executivo da Acirp, em cinco minutos foram coletadas 100 assinaturas.

Os eleitores que não portavam o número do título eleitoral colocavam seus nomes e o nome da mãe no documento. Por meio de uma consulta a esses dados no sistema no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), é possível validar a participação, disse Oliveira.

A escriturária Rita Carneiro Lucera, 49, foi uma das participantes do abaixo-assinado. "Chegou a hora de os vereadores acordarem e verem que não somos vaca de presépio. Não precisamos nem de 20 vereadores, mas de dez que trabalhem direito", disse.

O ex-presidente da Câmara Nicanor Lopes (PSDB), que estava próximo ao local da coleta de assinaturas na manhã deste sábado, disse que "é indiferente" ter 18, 20 ou 25 vereadores. "Legítimo é fazer o plebiscito", afirmou ele, em alusão a uma proposta da Câmara não colocada em prática.

O abaixo-assinado é organizado pela Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Ribeirão Preto.