A Apple, empresa aberta de maior valor de mercado do mundo, não poderá entrar continuar com um processo por infração de patente contra a Eastman Kodak, que pediu concordata em 19 de janeiro para reorganizar seus negócios.
Allan Gropper, juiz de falências dos Estados Unidos que cuida do caso da Kodak, disse em uma audiência nesta quinta-feira (8) que seria “inaproprido” que a Apple continue com a ação judicial contra a Kodak por patentes que deixam os consumidores fazerem prévias de fotografias em telas de LCD.
Em fevereiro, a Apple pediu à Justiça permissão para continuar com o caso, que estava pendente em uma corte em Rochester, nos Estados Unidos. A Apple esperava que pudesse transferir o caso para Manhattan, para dar andamento à ação.
Apesar de ter negado o pedido da Apple, Gropper concordou que o caso precisa ser resolvido com rapidez e sem interferir com os planos da Kodak de vender parte de seu portfólio de patentes para reorganizar seu negócio.
A Kodak acusa a Apple de tentar diminuir o ritmo do processo de venda das patentes, que deve ser feito até o final de junho pelos termos do empréstimo de US$ 950 milhões que mantém a companhia longe da falência.