Após idas e vindas, a Comissão Especial de Investigação (CEI) da Transpal (que busca explicações para o aumento da tarifa de ônibus - de R$ 2,10 e R$ 2,30 - em Maceió) foi instalada oficialmente com nove assinaturas. Até a semana passada eram apenas seis, hoje - dia 06 - surgiram mais três edis interessados em aprovar a CEI.

As assinaturas são dos vereadores Paulo Corintho (PDT) - primeiro subscritor e provavelmente o presidente da CEI - Marcelo Malta (PCdoB), Heloísa Helena (PSOL), Carlos Ronalsa (PP), Fátima Santiago (PP), Oscar de Melo (PP), Ricardo Barbosa (PT), Francisco Holanda (PP) e Théo Fortes (PTdoB).

Corintho aguarda agora as indicações para a composição da Comissão, que terá cinco membros titulares e dois suplentes. A partir daí, definir relator e iniciar os trabalhos. A Câmara Municipal volta - enfim! - a se preocupar com o preço das passagens de ônibus, após ter aberto mão do direito de fiscalizar e autorizar os aumentos, passando a "bola" apenas para o Executivo.

O "parlamento-mirim" tenta retomar este direito por meio de projeto de lei do vereador Ricardo Barbosa (PT). O máximo que a Câmara Municipal fez - depois deste período de 'silêncio' em relação ao assunto - foi um requerimento do próprio Paulo Corintho solicitando informações da Transpal. Detalhe: o edil - como ele mesmo coloca - não recebeu resposta.

"A CEI da Transpal se deu pela necessidade dos constantes aumentos de tarifa de transporte coletivo. Enquanto presidente da Comissão de Serviços Públicos, solicitamos - em outubro - planilha de custos da Transpal (das empresas), relação de frota, ano de fabricação dos veículos, quantidade de passageiros, capacidade máxima de transporte e tempo médio de percurso", colocou o vereador, ao usar a tribuna.

O requerimento foi protocolado em outubro do ano passado. Segue sem resposta. Em outras palavras, a Câmara chegou ao ponto de precisar abrir uma CEI sobre o assunto porque abriu mão de seu papel em passado recente. Foi omissa!

 

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