Após a reeleição de Fernando Toledo para a presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, na tarde de hoje, alguns colegas manifestaram apoio ao deputado, entre eles João Beltrão, que afirmou que os parlamentares contrários à votação não tinham legitimidade para questioná-la.


Segundo ele, Toledo aceitou o desafio de permanecer na presidência em um momento delicado, se referindo aos escândalos que abalaram a Casa. Ao se referir aos deputados que se recusaram a votar, Beltrão lamentou que eles não estivessem presentes no plenário para ouvir sua manifestação. “Só sabe quem estava na ALE naquele momento complicado”, afirmou.


Beltrão questionou o argumento de que Fernando Toledo desejaria se perpetuar no cargo, já que as famílias de alguns parlamentares, como João Henrique Caldas, Olavo Calheiros e Joãozinho Pereira têm tradição de eleger seus membros para cargos eletivos nos municípios de Ibateguara, Murici, Junqueiro e Teotônio Vilela. O parlamentar esclareceu que colegas que quiserem que a Casa aprove projetos terão que ser maioria, destacando que quem perde não se conforma e que a democracia tem que aprender a perder.

“Disseram que vossa excelência queria se perpetuar no cargo. Até acho que todos poderiam ser candidatos, mas todo grupo que perde diz que foi prejudicado. Aqui na casa de Tavares Bastos só ganha quem tiver maioria de votos e quem teve foi o atual presidente, pela segunda vez. Todos que aqui falaram de oposição disseram que não poderia haver uma reeleição, mas a família Calheiros faz o prefeito de Murici há mais de 30 nos. A família Pereira em Junqueiro e em Teotônio e não deixa de disputar para que um candidato novo entre. A mesma coisa acontece com o filho de João Caldas. No meu município também. O cara pode até ganhar, mas só se ganhar de João Beltrão”, afirmou.