Comandado pelo petista Jaques Wagner, o governo da Bahia incluiu a militância partidária e sindical como critério de classificação num processo seletivo do Estado. Pelo edital 001/2012 da Secretaria de Cultura, o candidato a “representante territorial” que tivesse “atuação em sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil” poderia alcançar até 10 pontos de um total de 60.
Lançado para a seleção de representantes territoriais de cultura em nove regiões, o edital foi cancelado ontem, depois de reportagem do jornal “Correio da Bahia”. “Achei um absurdo, injustificável, a redação. Mandei cancelar imediatamente”, afirmou o governador.
Responsável pelo concurso, o superintendente de desenvolvimento territorial, Adalberto Santos, disse que o perfil ideal para o cargo é de “ativista político”. Mas que foi um erro associar “ação política” à atividade partidária. Segundo nota da Secretaria de Cultura, ontem Santos pediu exoneração de seu cargo. O texto diz também que um novo edital para a seleção está em andamento.