As mortes da jornalista americana Marie Colvin e do francês Rémi Ochlik, ocorridas na quarta-feira no bombardeio da cidade rebelde síria de Homs, são um "assassinato", afirmou nesta quinta-feira (23) o presidente da França, Nicolas Sarkozy durante uma viagem de campanha a Tourcoing.
"Aqueles que fizeram isso deveriam prestar contas", disse o presidente candidato à reeleição em Tourcoing (norte), acrescentando: "Graças à globalização, não se pode mais assassinar em silêncio absoluto."
"Eu vi as imagens (...) há uma disposição em bombardear um lugar onde há jornalistas", prosseguiu.
O ministro das Relações Exteriores, Alain Juppé, havia dito na quarta-feira que a França considera o regime do presidente Bashar al Assad responsável pela morte dos dois jornalistas. "Diante da urgência da situação, o regime de Damasco nos deve uma resposta, e será responsável por seus atos", disse.
"Isso mostra que agora já basta, esse regime deve sair. Não há razão alguma para que os sírios não tenham o direito de viver sua vida, de escolher seu destino livremente", considerou o chefe de Estado após o anúncio da morte de Marie Colvin e de Rémi Ochlik.