Após a colisão de um trem da linha Sarmiento contra uma plataforma da estação terminal de Once, que matou 49 pessoas na manhã desta quarta-feira em Buenos Aires, as reações dos sindicalistas ligados ao setor não demoraram a chegar. O delegado da Unión Ferroviaria Rubén Sobrero disse que o choque foi "muito estranho". "Pelo que entendemos, essa composição saiu ontem da oficina e foi revisada. Tudo o que tem a ver com o sistema de freios havia sido revisado ontem", explicou ele ao jornal La Nación.
"Um choque como esse é muito difícil de ter acontecido. Pelo que estão comentando as pessoas, foi bem rápido. Não quero fazer especulações até falar com o motorneiro", afirmou ele. "Alguma falha deve ter havido, pois ele se chocou no final da plataforma, onde estão os para-choques. É uma cagada, é uma cagada", lamentou.
O proprietário da Fraternidade, Omar Maturano, reconheceu que "é difícil para os freios falharam", mas não quis arriscar um palpite sobre as razões do acidente. De qualquer forma, ele afirmou que entre as explicações possíveis estão "problemas com os freios, erro de cálculo do motorista ou que ele estava dormindo ou doente".
Horacio Caminos, secretário de imprensa da Fraternidade, foi mais cauteloso. "Não temos dados técnicos, seria irresponsável fazer um julgamento".
Acidente na estação de Once
Um trem descarrilou e bateu em uma barreira de proteção da estação de Once, em Buenos Aires, capital da Argentina, na manhã desta quarta-feira. A primeira contagem oficial dá conta de 49 mortos e mais de 600 feridos - 50 deles internados em estado grave. Ainda não há informações sobre as causas do acidente, mas há suspeitas de que os freios da composição tenham falhado. A batida aconteceu quando o trem estava a uma velocidade de 20km/h, deixando muitas pessoas ficaram presas nas ferragens.