Apesar da expectativa em relação ao retorno de Ricardo Teixeira ao comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) depois de passar o Carnaval nos Estados Unidos, o recém-empossado diretor de seleções, Andrés Sanchez, não tem dúvidas de que a entidade seguirá presidida pelo mesmo dirigente que ocupa o cargo há 23 anos. Ele faz até graça.
"Quando Ricardo Teixeira deixará a presidência da CBF? Quando o sargento Garcia prender o Zorro", disse o ex-presidente do Corinthians ao jornal Folha de São Paulo, lembrando do herói mascarado que nunca acaba detido pelo personagem que o persegue.
Rumores se intensificaram em relação a uma renúncia de Ricardo Teixeira por conta de acusações de irregularidades fiscais. Pressionado após seguidas reuniões na sede da CBF na semana passada, o dirigente optou por seguir para Miami, nos EUA, e a entidade divulgou nota na qual garantia a volta dele ao comando após o feriado.
Um dos cartolas mais próximos a Ricardo Teixeira, Andrés Sanchez assumiu o cargo de diretor de seleções logo após deixar a presidência do Corinthians e reforça o apoio ao mandatário. Evitou entrevistas enquanto o presidente estava em reunião na CBF e, quando falou, foi com tom irônico para defender Teixeira.
Cotado para a presidência da entidade a partir de 2015, quando acaba o atual mandato de Teixeira, Andrés Sanchez sempre repete que nunca trabalhou pensando em ser presidente da CBF. Mas ele, responsável por fortalecer o amigo com o enfraquecimento do Clube dos 13 em 2011, frequentemente reforça: "também nunca trabalhei para ser diretor de seleções".
