Como previsto por este blog, a temática da violência tomou conta da Câmara Municipal de Maceió mais uma vez na retomada dos trabalhos. Os edis convidaram – inclusive – advogado Pedro Montenegro, que já ocupou a pasta da segurança municipal na Prefeitura de Maceió e tem atuação na área dos Direitos Humanos, para debater a situação da criminalidade na capital alagoana.
A temática abre espaço para que – mais uma vez – o presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB), defenda o projeto de lei do Bico Legal. “Este projeto só é rejeitado pelo Governo do Estado porque quem apresentou foi o Galba Novaes. Lá em São Paulo, que o governo também é do PSDB, está dando certo”, colocou.
Como de costume, o presidente ainda trouxe ao plenário dados da violência do fim de semana e os mais recentes dados sobre Alagoas.
“Teremos que comprar coletes e capacetes à prova de bala para viver em Alagoas. São mais de 2.300 homicídios, conforme dados oficiais. Os jovens lideram a taxa de homicídios, com 60,3%. Em Maceió, são 109,9 homicídios por cada 100 mil habitantes. Somos o primeiro lugar”, colocou ainda o presidente da Câmara Municipal. Novaes ainda indagou: “será que o governo não observa isso. Ninguém está vendo isto?”.
O presidente da Câmara Municipal ainda frisou que a Base Comunitária, recém-inaugurada do bairro do Tabuleiro do Martins, já não funciona e foi substituída pela Ronda Cidadã. As críticas de Novaes – entretanto – são colocadas como política-eleitoreiras nos bastidores, por conta de sua possível pré-candidatura à Prefeitura de Maceió. “Dizem que as críticas feitas por mim são políticas. Isto é coisa de quem não tem argumento. Aí, usa este”, rebate o presidente.
O discurso de Novaes desta vez foi acompanhado – também como previsto por este blog – pelo pastor João Luiz (Democratas). “Que Deus possa nos ajudar, porque politicamente não temos mais saída e não há esperança mais”, disse. O pastor chamou a atenção para o projeto de lei de sua autoria que cria o Conselho Municipal de Segurança Pública e pede apoio dos colegas para a aprovação deste.
“Alagoas está abandonada. Bandidos estão ocupando cidades do interior. Roubam bancos e até a política e depois vão embora”, colocou ainda João Luiz.
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