Os vereadores por Maceió resolveram abrir mais uma Comissão Especial de Investigação (CEI) no início do ano de 2012. Desta vez, ao invés de investigar o preço dos combustíveis, ou as atividades de indústrias químicas, os edis vão se ocupar de estudar as causas da violência, em especial os homicídios de jovens na capital de Maceió.
A prova viva de que o tema da violência será o ponto central dos debates no “parlamento-mirim” nos próximos dias. De acordo com Galba Novaes (PRB), a Câmara Municipal vai procurar contribuir com propostas para a melhoria da segurança pública. Ele volta a defender, inclusive, que uma destas é a aprovação do projeto de lei Bico Legal (razão de desentendimentos entre Novaes e o Governo do Estado de Alagoas, que por sinal foi alvo de críticas pesadas no retorno das atividades da Casa de Mário Guimarães).
Novaes levou – na manhã de hoje – ao plenário o advogado e militante da área de Direitos Humanos, Pedro Montenegro, que em discurso mostrou um mapa da violência com base em dados do Ministério da Justiça. De acordo com Montenegro, dados que serviriam de base para que o Governo do Estado economizasse os R$ 5 milhões que pretende gastar com uma pesquisa ser realizada por uma empresa mineira. Como se vê em posts, neste blog, uma crítica com endereço certo.
Também foi aprovada – por proposta do próprio Galba Novaes – a Comissão Especial de Investigação (CEI) das Causas de Homicídios e Violência entre Jovens em Maceió, como frisei na abertura deste post. Pedro Montenegro se mostrou favorável à criação da Comissão e se disse disposto a contribuir com os estudos que possui, desde que a discussão “seja republicana”.
Pedro Montenegro ao falar sobre o assunto destacou que Alagoas é um dos estados onde mais se mata jovens. Geralmente os autores são outros jovens. Destacou ainda - uma tecla bastante batida – o narcotráfico como problema que contribui decisivamente para esta situação. “Alagoas tem um ponto positivo: é mais fácil conter a criminalidade aqui do que no Rio de Janeiro, já que no Estado não há um grau de sofisticação e organização neste crime. Agora, se não está sendo combatido é porque tem alguém lucrando com esta violência. Só não é a sociedade”, frisou.
Em conversa com este blogueiro, Galba Novaes confirmou a aprovação da CEI com as assinaturas necessárias. De acordo com ele, nesta quinta-feira, dia 16, já deve ser oficializada a composição da Comissão, que por enquanto ainda se encontra sem membros. Como foi uma proposição do próprio Novaes, ele pode assumir a presidência da CEI. Porém, depende de uma resposta da Procuradoria Geral da Câmara Municipal de Maceió, pois por ele ser presidente da Casa de Mário Guimarães pode ser que haja impedimentos.
Novaes frisa que a CEI vai buscar ouvir todas as forças da segurança pública e demais órgãos, como Ministério Público e representantes do Ministério da Justiça. “A violência chegou a um ponto que ninguém aguenta mais e a Câmara vai buscar apresentar propostas e também dar respostas à sociedade”. A movimentação da Casa – evidentemente – sofre o olhar de desconfiança por ser um ano eleitoral e por suspeitas de motivação política, como já se comenta em bastidores.
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