Vivenciando uma situação há muito tempo longe da realidade da Pajuçara, o CRB termina a primeira fase do primeiro turno do Campeonato Alagoano como líder absoluto, conquista com méritos e com um novo conceito de futebol, que credencia o time praiano a viver o sonho real do levante de um título estadual, há 10 anos longe de seu domínio.
Esse bom desempenho encerrado com a grande vitória sobre o Murici por 2x0, na casa do adversário,neste domingo, coroou a campanha do Galo do técnico Paulo Comelli e lhe manteve 100% nos jogos no interior do Estado, obtendo os merecidos 19 pontos. E ressalte-se que o Alviverde de Murici, quarto colocado com 14 pontos, na maioria da competição esteve à frente do CRB, sendo até então um dos favoritos a fechar a fase como líder, assim com o Corinthians, que acabou em segundo lugar após a derrota para o Coruripe por 3x0, em Coruripe.
Aos três se juntam o ASA, que mesmo sem ser brilhante terminou com 15 pontos, quatro a menos que o CRB. O Alvinegro foi a Atalaia e empatou em 0x0 com o Sport, a grande surpresa do campeonato. Com os resultados, o CRB enfrenta o Murici em dois jogos – o primeiro já nesta quarta-feira, novamente no Estádio José Gomes da Costa, e o Corinthians pega o ASA em Arapiraca na quinta-feira.
De acordo com o regulamento do campeonato, ninguém leva vantagem, a não ser o fato de jogar a segunda partida em casa. Todos os quatro, portanto, são potenciais candidatos ao título do primeiro turno. Mas fazer a segunda partida sob o seu domínio é um bom handicap.
O primeiro turno deixa algumas lições a dois dos principais clubes alagoanos, como CSA e CSE. O Azulão, por exemplo, ficou no dramático empate de 0x0 com o CEO, depois de ficar longe dos quatro grande parte da competição, quando esteve sob o comento técnico de Celso Teixeira. Deu uma guinada espetacular com o novo técnico Círio Quadros, somou os mesmos pontos do quarto colocado Murici (14) e não está na decisão porque, no confronto com o alviverde, levou desvantagem, já que perdeu por 2x1 no jogo disputado no interior entre ambos.
Com isso, o domingo terminou sendo de tristeza para o apaixonado torcedor Azulino, após o frustrante empate de 0x0 com o CEO em pleno Rei Pelé. Uma grande parte da torcida culpa a diretoria e ameaça represálias contra o presidente Jorge Segundo. Mas, na verdade, o CSA mostrou que está no caminho certo sob a batuta de Quadro, que devolveu a tranqüilidade ao elenco marujo. O resultado deste domingo foi um daqueles que ficam na história, quando um time desacreditado, neste caso o CEO, decide jogar e termina por complicar um adversário com maior potencial. Em absoluto, o resultado não é motivo de desespero, que se configura pelo fato de o seu maior adversário – o CRB – está entre os finalistas.
A decepção fica por conta do CSE. O Tricolor de Palmeira dos Índios empolgou no começo. Fez uma grande jogada de marketing com a contratação do veterano artilheiro Túlio Maravilha, que nos três primeiros jogos empolgou ao deixar suas marcas nas redes adversárias, mas como em futebol quando o marketing tem por fim jogadas políticas, eis que ai veio o castigo. A fonte do Túlio secou e o CSE, que empatou com o Penedense em 2x2 em casa, amarga o 7º lugar na tabela de classificação, longo do que sonhou sua torcida.
E que a decisão fique nas mãos daqueles que até agora fizeram por merecer o título, um grande passo para a conquista da hegemonia do futebol alagoano, no momento nas mãos do gigante de Arapiraca.