O eterno ídolo do futebol alagoano, Edivaldo Alves de Santa Rosa, o Dida, que construiu a sua história no CSA, Flamengo, Portuguesa e seleção brasileira, mesmo não estando vivo continua presente na memória dos torcedores e adeptos do bom futebol. Dessa vez, o alagoano foi lembrado pelo blog Michel Laurence, no portal nacional Ig.

Confira o post:
 

- Eu me chamo Edvaldo!

- “Edi” o que? – perguntou o “professor” que procurava distribuir a garotada pelos dois times da “peneira”.

- Edvaldo! – respondeu o garoto quase com medo.

- Isso não é nome de jogador de bola! Como é teu apelido em casa?

O garoto ainda assustado falou:

- Dida…!

- Dida é legal! Curtinho, quatro letras, como Didi, Dudu, legal!

E Dida entrou no seu primeiro treino e fez 3 gols.

Edvaldo Alves de Santa Rosa vinha de uma família classe média de Maceió, Alagoas. O pai e os quatro irmãos jogaram bola. Nenhum foi profissional. Dida se destacava. Jogava muito. Começou a ser famoso nas peladas da Praça da Cadeia. A praça estava mais para um terreno baldio bem ao lado do xadrez da cidade. Os primeiros a aplaudirem o futebol de Dida foram os presos, que acompanhavam as peladas dos garotos através da grades e apostavam sempre no time do Dida. As apostas eram com maços de cigarros.

O diálogo com o “professor” foi no América, Dida tinha apenas 15 anos e tinha sido convencido pelos dirigentes a jogar uma única partida pelo clube. Dida não queria, queria estudar, ser médico. Mas os dirigentes acabaram convencendo o rapaz:

- É uma partida só! Só uma! Contra o Barroso, decidindo o campeonato de juvenis.

Dida acabou aceitando, o América venceu, 4 a 1, com 3 gols do menino Edvaldo.

A partir daí estava decidido, Dida ia ser jogador de bola.

O CSA, que divide a torcida com o CRB, ofereceu um bom emprego ao rapaz.

Com 16 anos Dida foi convocado para a seleção alagoana. O presidente do Flamengo na época, 1953, era Gilberto Cardoso, um alagoano, ouviu falar de Dida e mandou um representante para observar o jogador. Foi um jogo entre as seleções de Alagoas e da Paraíba. No primeiro tempo venceu a Paraíba, 3 a 1. No segundo tempo Dida fez 3 gols e a seleção de Alagoas venceu, por 4 a 3. O emissário voltou ao Rio maravilhado. Custou convencer Dida a largar sua terra natal, mas finalmente em abril de 1954 ele chegou para o Flamengo.