Na manhã desta segunda-feira, dia 30, o deputado estadual João Henrique Caldas (PTN) se reuniu com o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Ricardo Schneider, para discutir a situação da briga pela cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas. A vaga foi aberta com a aposentadoria do ex-presidente, Isnaldo Bulhões.
Na próxima quinta-feira, dia 02, o Tribunal de Contas – em sessão – deve avaliar a lista do MP de Contas – com o nome do procurador Gustavo Henrique Albuquerque. Esta deve ser aprovada e já encaminhada para o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). No Executivo, é aguardado um posicionamento da Procuradoria Geral do Estado (PGE) sobre o assunto.
Na Assembleia Legislativa, o procurador da Casa de Tavares Bastos, Marcos Guerra estuda o assunto. O parlamento deve entrar na briga jurídica em busca da vaga, caso encontre os argumentos plausíveis. Por lá, se fala em dois deputados com interesse na cadeira: Fernando Toledo (PSDB) e Isnaldo Bulhões Filho (PDT).
Em reunião com João Henrique Caldas, o procurador Ricardo Schneider pode ter ganho um aliado dentro do próprio parlamento estadual. Caldas saiu da sala do procurador com uma série de documentos que embasam a defesa de que a vaga pertence ao MP de Contas. Em entrevista a este blogueiro, o deputado estadual confirmou o encontro.
“Foi uma conversa inicial. Eu quis ter maior conhecimento sobre o assunto e fui solicitar informações técnicas sobre a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas, além de conhecer todo o teor que embasa os argumentos do MP de Contas”, frisou. João Henrique Caldas pode acabar arrumando mais uma “briga” com Fernando Toledo, caso se confirme os interesses do presidente da Assembleia.
“O que ficou claro para mim é que o MP de Contas, por não possuir cadeira no pleno, pois não há representante ainda, não se cumpre a representatividade da Constituição Estadual, Mas, em relação ao assunto ainda há um parecer que deve ser dado pela Procuradoria Geral do Estado”, frisou. De acordo com JHC, a reunião foi apenas um ponto inicial para uma análise que o parlamentar pretende fazer de forma mais aprofundada.
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