Deu na imprensa nacional: os gastos de Cícero Almeida com o lixo superam os investimentos em assistência social. Uma afirmação que a Prefeitura Municipal poderia detalhar, trocar em miúdos e explicar como é que pode, principalmente quando o chefe do Executivo municipal é acusado – conforme o Ministério Público Estadual – de se beneficiar com um suposto esquema de fraude licitatória envolvendo a coleta de lixo na capital alagoana.

A matéria do site Terra traz uma informação que já foi divulgada aqui neste blog inclusive, na época em que a Câmara Municipal apreciava a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício financeiro deste ano. O que foi dito por este blogueiro é que chama a atenção os R$ 155 milhões que serão destinados à Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (SLUM), que deve capitanear um novo processo licitatório para a coleta do lixo neste ano que se inicia.

Questionei na época, se ao apreciar a LOA, os vereadores não poderiam pedir detalhamentos do emprego deste valor. Questionamento em vão!

É muito mais dinheiro do que o investido em assistência social e na recente pasta da Segurança Comunitária, que tem como objetivo contribuir com a redução dos números da violência em Maceió. A Prefeitura Municipal precisa explicar – com perdão do trocadilho – se joga ou não dinheiro no lixo, como é questionado – nas entrelinhas – em matéria nacional. Para este blog, o levantamento não é novidade e foi colocado, inclusive, que a Câmara Municipal poderia (mas não quis!) debater o assunto com profundidade.

Aliás, quando o assunto é coleta de lixo em Maceió, a Câmara Municipal se omite! Assim, por lá, foi sepultada uma Comissão Especial de Investigação (CEI) contra o chefe do Executivo municipal. Correlação de forças: a velha expressão da política. Este ano, a Slum terá R$ 40 milhões a mais. É preciso detalhar este gasto. Não se trata de pré-julgar, mas sim de mostrar a necessidade do acompanhamento - que o Legislativo cumpra o seu papel! – constante em virtude das denúncias já existentes que geraram demanda judicial.

Volto ao assunto só para colocar que o que foi ponto de pauta do Terra, no fim de semana, não é novidade. Se há necessidade de uma cifra tão alta e há lisura no processo de gastos, provar por A mais B, detalhar, não dói. Cabe à Câmara Municipal também – que é tão eficiente nos discursos sobre violência, sobre saúde, dentre outros – entrar no assunto e acompanhar mais de perto as atividades da Slum. Tais fiscalizações: papel de um parlamento-mirim forte!
 

PS: Grato ao leitor pelo apontamento do erro! São tantos os textos produzidos, por vezes em tanta velocidade para garantir a informação que (não é desculpas, por isso peço o perdão) o erro acontece! Assim, vale lembrar: ninguém se encontra livre dele(o erro)! Obrigado e fiz a correção no texto!

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