Está na lei: empresas com mais de 100 empregados devem ter de 2% a 5% dos funcionários portadores de deficiência, mas, nos últimos anos, o número de deficientes com carteira assinada caiu 12%.

Uma confecção na região de Jundiaí, interior de São Paulo, tem 540 funcionários. Desses, 24 têm algum tipo de deficiência. Mas, para manter esses empregados, o setor de recursos humanos precisa encontrar pessoas aptas a desempenhar funções específicas, o que, segundo as empresas, não é tarefa fácil. "A gente procura achar a função que mais se adapta à condição deles, faz um rodízio. Encontrar um novo funcionário é difícil", explica Daniel Sanches, que trabalha no RH da confecção.

Segundo o Ministério do Trabalho, entre 2007 e 2010, o número de pessoas com deficiência empregadas no país caiu de 349 mil para 306 mil. A lei de cotas existe há vinte anos, mas ainda é pequeno o número de empresas que são multadas por não cumprirem a regra.

Na região de Sorocaba, a Delegacia do Trabalho fiscaliza com rigor, mas acaba convencida de que não falta boa vontade dos patrões.