Em meio às discussões em relação à anulação da reeleição da Mesa Diretora e do bloco opositor – que inclui tucanos – que se movimentam contra o atual presidente Fernando Toledo (PSDB), a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas pode vivenciar mais um momento de crise caso não implante o Plano de Cargos e Carreiras de Servidores (PCC) – esperado há duas décadas – ainda neste mês.
O plano deve beneficiar – caso implantado – mais de 860 servidores efetivos da Casa de Tavares Bastos e é uma promessa (não cumprida ainda) da atual Mesa Diretora. Foi motivo de paralisações de funcionários e até mesmo de uma batalha judicial.
A expectativa dos servidores é que até o dia 25 seja creditado nas contas bancárias dos servidores os valores do PCC. Esta legislatura já havia se comprometido de implantar em janeiro de 2011.
O detalhe é que – como em outras casas legislativas – os reajustes salariais sempre foram argumentos para se cobrar aumento de duodécimo ao Executivo. Para fechar a conta, a Assembleia Legislativa tem um generoso duodécimo de R$ 137 milhões. O presidente do sindicato dos servidores da Casa de Tavares Bastos, Ernandi Malta, já salientou – em entrevista ao Primeira Edição – que “não há nenhuma justificativa para o atraso”.
O fato é que – em função do passado e da “credibilidade” da Mesa – paira uma nuvem de desconfiança entre muitos servidores efetivos da Casa. O presidente Fernando Toledo já garantiu, em entrevistas, a implantação do plano. É esperar!
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