O homossexual Flavius Lundmmark das Neves Junior, conhecido na Barra de Santo Antônio como Flávia, foi espancado na noite da última quarta-feira (18) por um homem ainda não identificado e já procurou as autoridades para tomar providências quanto ao crime, que segundo ele, trata-se de homofobia.
No dia da agressão, Flavius Lundmmark procurou a delegacia do município, onde registrou a queixa e logo em seguida foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde foi feito o exame de corpo delito.
No Boletim de Ocorrência (BO), Flavius contou detalhes da agressão sofrida pelo filho da proprietária de uma barraca na orla marítima da Ilha da Crôa. Confira o BO:
"... Informou a vítima que no dia 17/01/2012 as 17h, encontrava-se na praia de Maré mansa quando o indivíduo a qual não sabe informar o nome, porém que o mesmo é filho da Sra. Marlene, proprietária da barraca DA NATUREZA, localizada na praia da Maré Mansa, o agrediu com um pedaço de pau e sacou uma arma de fogo, pistola aço inox, e que em seguida lhe roubou uma bolsa bege onde se encontrava a quantia de R$ 598,00 - 01 celular marca Samsung, 01 anel de prata, carteira de Reservista, CPF, Certidão de Nascimento, carteira de Identidade, Título de Eleitor e se evadiu do local tomando como destino a barraca DA NATUREZA, de propriedade de sua genitora, nada mais disse".
Para o Presidente da Associação LGBT da Barra, Givanildo de Lima, Gygy, a violência contra a Travesti Flávia, teve uma grande repercussão junto a sociedade da Barra, e qua a vitima tem recebido todo o apoio necessário para que siga em frente com as denuncias. “ Tenho constantemente recebido apoio da população, que se mostrou revolta, pois a Travesti é uma pessoa pacata, e nunca causou qualquer problema na cidade”, afirmou Gygy.
Ela me informou que ao atear fogo em lixo nas proximidades da barraca da genitora do acusado, o mesmo partiu sem a mínima explicação para as agressões físicas. Apesar do agressor esta com uma arma de fogo de grosso calibre, não a usou contra a vitima, se utilizando de um pedaço de madeira para fazer as agressões que atingiram as costas e o braço, segundo o Gygy, foi Deus e muita sorte, ela hoje estar narrando o episódio. observou Gygy.
A vitima em companhia do presidente da Associação de Homossexuais Bissexuais e Travestis da Barra de Santo Antônio - AHBT/BSA , tem hoje (20) um encontro marcado com a comissão dos Diretos Humanos da OAB-AL, a secretaria de estado da Direitos Humanos e a Gerência da Diversidade Sexual de Alagoas e na terça feira está marcado o depoimento na delegacia da Barra com a delegada Paula Frassinete. “Vamos procurar todos os meios possíveis para punir o agressor, custe o que custar, foi para isso que a nossa Ong foi fundada, para defender com unhas e dentes nossos direitos”, Finalizou Gygy.
A partir de agora, a Associação de Homossexuais Bissexuais e Travestis da Barra de Santo Antônio - AHBT/BSA irá, junto a delegacia da Barra de Santo Antônio, tomar as devidas medidas para investigar as denúncias.


