“Temos três bons nomes na disputa pela prefeitura de Maceió em 2012. Não vejo como problema. Problema seria não ter nome algum”. Foi desta forma que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) respondeu ao ser questionado – por este blogueiro – sobre o racha na base palaciana que apresenta três nomes para pleito vindouro na capital alagoana: o deputado federal Givaldo Carimbão (PSB), o deputado estadual Jefferson Morais (Democratas) e o parlamentar federal Rui Palmeira (PSDB).

Isto mostra que Rui Palmeira é o candidato dos tucanos em Alagoas, mas ainda não é o candidato de Vilela. O chefe do Executivo estadual hipotecará apoio ao nome de consenso dentro do grupo. Portanto, ser consenso pode ser o maior desafio de Palmeira, caso queira o apoio do tucano-mor. “Eu não vejo três pré-candidatos na base aliada como um ponto negativo. Mostra que o governo tem aliados que são bons nomes. Aliás, são três excelentes nomes”, coloca ainda.

Indaguei ao governador se – por conta do partido – ele torcia para que o consenso apontasse para a candidatura de Rui Palmeira. Ele assim respondeu: “se a base não fechar um consenso, então sairão os três candidatos e em um possível segundo turno, haverá a aliança. Mas, eu acredito em uma convergência para um só nome, que deve sair do entendimento entre eles”. Há quem defenda – entre palacianos – três candidaturas como uma estratégia para garantir espaço no segundo turno.

Em uma das conversas que tive com Rui Palmeira, ele torcia para que fosse um nome só, evidentemente o seu. O governador quer se mostrar equidistante, pelo visto, neste processo. O Democratas – com o apoio do vice-governador Thomaz Nonô – trabalha o nome de Morais, inclusive este já tendo partido para as críticas ao atual prefeito Cícero Almeida (PP). Carimbão que foi o primeiro a largar com a pré-candidatura, tem perdido o fôlego político conforme os bastidores.

Na base aliada ainda existe o PP do senador Benedito de Lira, que tem pré-candidato: o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Marcelo Palmeira. Mas, é um pré-candidato pepista que se contenta em ser vice de alguém que tiver no meio desse bolo. As discussões neste primeiro semestre – no Palácio República dos Palmares – devem apontar qual será o caminho e a estratégia adotada.
 

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