Os deputados estaduais Judson Cabral (PT) e João Henrique Caldas (PTN) se retiraram da sessão extraordinária que foi convocada pelo presidente Fernando Toledo (PSDB) para eleger a nova Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos.

Timóteo Correia (Democratas) diz que os deputados fugiram. Porém, os dois afirmam que saíram da sessão por conta da ilegalidade da mesma e tentam anulá-la na Justiça por meio de uma ação que foi ingressada na manhã de hoje, dia 18.

No início da sessão, o deputado João Henrique Caldas usou a tribuna para tentar adiar a sessão com base no Regimento Interno, por meio de uma solicitação feita à Mesa Diretora, com base na prerrogativa de ser líder do PTN na Casa. Era uma tentativa no âmbito administrativo. Mas, o pedido foi indeferido, com apoio público de Sérgio Toledo (PDT) – que preside a sessão – Marcelo Victor (PTB) e Antônio Albuquerque (PTdoB).

“Já prevendo que o requerimento seria indeferido entramos com mandado de segurança para anular a sessão que é irregular”, frisou JHC. Judson Cabral também usou a tribuna da Casa em protesto. Ele disse representar um grupo de 10 parlamentares, dentre os quais os petistas, peemedebistas e alguns tucanos, como Inácio Loiola, que era o primeiro-secretário na antiga Mesa Diretora presidida por Fernando Toledo e que será destituída nesta tarde, com a nova eleição.

Apesar dos protestos do petista Judson Cabral, Marquinhos Madeira (PT) ficou para a votação e depositou seu papelzinho na urna.

Judson Cabral acusa a casa de estar agindo de forma golpista. “É mais uma manobra da Assembleia Legislativa do Estado e Alagoas, que tem ficado recorrente. A Assembleia aplica um golpe contra a sociedade. Um golpe de seus integrantes. O presidente Fernando Toledo quer ir ao quarto mandato. Além de ser ilegal, é um ato de improbidade. Mais uma eleição manipulada pela maioria. Este é um dos motivos que faz com que a credibilidade do parlamento junto à sociedade seja zero”, frisou Cabral.

Judson Cabral ainda salientou que a sessão só poderia ser convocada pelo governador ou pela maioria, em questão de urgência, “o que não é o caso”.

O deputado petista não nominou todos de seu grupo, mas entre eles, estão alguns dos que não se fizeram presentes na sessão de hoje como Inácio Loiola e Ronaldo Medeiros (PT), dentre outros. “Eu fui pego de surpresa com esta votação. Isto tira a essência do parlamento”, colocou ainda.

Antônio Albuquerque defendeu a legalidade da sessão. Ele frisou que os argumentos dos que abandonaram o plenário são tão frágeis que eles tiveram de sair para não enfrentar o embate. O discurso de Marcelo Victor foi bem mais “emotivo”. “Eles querem judicializar um processo eleitoral. Eles não possuem deputado para apresentar uma chapa. Estamos golpeando quem? Em qualquer parlamento do mundo quem manda é a maioria. Aqui em Alagoas seria diferente?”, frisou Marcelo Victor.

Neste momento os deputados votam para decidir quem será o presidente da Casa. O candidato é único: Fernando Toledo. A chapa ainda é composta por Antônio Albuquerque (vice-presidente), Sérgio Toledo (segundo vice-presidente), Maurício Tavares (primeiro secretário), Marcelo Victor (segundo secretário), Marcos Barbosa (terceiro secretário), Dudu Holanda (quarto secretário) e como suplentes: Flávia Cavalcante e Severino Pessoa.
 

Estou no twitter: @lulavilar