A presidente do Flamengo, Patricia Amorim, ficou muito irritada com a atitude do Fluminense de entrar no negócio por Thiago Neves. Diante da iminente perda de um dos principais jogadores rubro-negros em 2011, a mandatária entrou em contato com o presidente tricolor, Peter Siemsen, para reclamar e tentar a última cartada para segurar o meia-atacante.
Na conversa, Patricia Amorim avisou que a tendência será uma divisão para o projeto que teria parceria entre os dois clubes para a administração do Maracanã. Além disso, a dirigente do clube da Gávea tem articulado com Botafogo e Vasco da Gama a retirada do Fluminense da relação com os quatro grandes do futebol carioca, oficializada no ano passado.
Os argumentos de Patricia Amorim de nada adiantaram, já que o Fluminense espera apenas um documento para anunciar de forma oficial a contratação de Thiago Neves. Inclusive, o Flamengo já recebeu dos árabes do Al Hilal, da Arábia Saudita, dono dos direitos federativos do jogador, a notícia de que aceitou a proposta do Fluminense.
Oficialmente, o Fluminense sempre deixou claro que não negociaria com Thiago Neves enquanto o Flamengo não entregasse os pontos pela negociação. Acontece que o Al Hilal, no dia 15 de dezembro, havia dado como encerradas as negociações com o rival depois de o clube ter mudado a proposta.
O Fluminense se prontificou a pagar ao Al Hilal os mesmos R$ 16,5 milhões oferecidos pelo Flamengo, só que em oito meses (o time da Gávea queria pagar em um ano). Além disso, a equipe tricolor vai arcar com 300 mil euros (R$ 680 mil) que Thiago Neves recebeu adiantado em luvas do Al Hilal. O jogador assinará contrato por quatro temporadas.