Após uma breve reunião com os deputados Mauricío Tavares (PTB) e Marcelo Victor (PMN), Dudu Hollanda (PSD) decidiu adiar o tratamento médico que faria em São Paulo e revelou que voltará a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). A decisão de Dudu foi motivada após a divulgação do depoimento, prestado à Polícia Federal de Pernambuco, do homem que foi contratado para executá-lo nos festejos de final de ano em Alagoas.
Visivelmente chateado, Dudu disse que não queria acreditar que um colega de parlamento teria capacidade para tramar o crime. “Diante das provas fica impossível não retornar ao meu trabalho na ALE. Houve oitiva com o quase executor e ele se encontra preso. As Polícias Federal e Civil estão realizando os seus trabalhos”, colocou.
O parlamentar não quis revelar todo o assunto tratado em pauta na reunião com os seus colegas de parlamento, mas colocou que há um sentimento de indignação entre os pares. “Todos estão muito surpresos e tristes, é lógico. Diante disso, farei o retorno médico mais na frente e serei assistido por um médico aqui em Alagoas até a segunda oportunidade”, frisou.
Dudu disse ainda, em entrevista ao CadaMinuto, que não servirá seu mandato ao ‘rapaz’ que é apontado como autor da trama assassina, Cícero Ferro. “O meu retorno a ALE é imperativo, há essa necessidade. As medidas necessárias e legais serão adotadas, pode ter certeza”, assegurou.
Há 30 dias, Hollanda apresentou uma licença médica para o retorno médico de um procedimento bariátrico que realizou há 10 anos. Diante da licença, Ferro, seu suplente, assumiu o mandato por três meses.
