Se for perguntado ao torcedor qual será a escalação de CRB e CSA para o clássico deste sábado, na abertura do Campeonato Alagoano desta temporada, por certo a maioria encontrará dúvidas. É que os noticiários passaram a ser dominados pela pendenga entre os presidentes de CSA e CRB, Jorge Sexto e Marcos Barbosa, respectivamente.
Sexto decidiu de uma horta para outra usar todo o seu “poder” de secretário executivo de Esportes do Estado, e abusando de suas atribuições baixou medidas para o uso do Estádio Rei Pelé, ao qual administra, coisa que nunca se viu nos mais de 40 anos de fundação da principal praça de esportes de Alagoas.
Aliás, é de bom alvitre lembrar que o governador Teotonio Vilela Filho tem agido da melhor maneira possível quando se fala em esporte, especialmente em se tratando dos clubes profissionais que disputam as competições estaduais, como também as de âmbito nacional. Portanto, o seu secretário está correndo por campo contrário ao que preconiza as ações do governo na área esportiva.
Sabem todos que Sexto, na condição de secretário executivo de Esportes, é quem tem o poder de administrar o Rei Pelé. Mas não da forma abusiva como busca agir no momento, em que por uma vaidade pessoal - e na defesa ampla do seu clube - passa a fazer exigências nunca dantes vistas nestas plagas. Coisas com conotações de futricas. Não há outra forma para entender a mão de ferro que ele decidiu empregar contra os clubes co-irmãos.
É nisso o que dá envolver futebol com políticos.
 

Por outro lado, para não dizer que tudo no futebol alagoano descamba para a esculhambação, eis que acontece uma maravilha nas hostes de Alagoas. É a vinda de Túlio Maravilha para defender o Tricolor de Palmeira dos Índios, o simpático CSE. Sem dúvida mais um forte ingrediente para colorir ainda mais de alegria esse promissor campeonato, embora alguns teimem em fazer o caminho inverso, colocando acima de tudo suas vaidades pessoais.