A Defesa Civil estadual informou que já chega a seis o número de mortos em Sapucaia, na região Centro Sul Fluminense: cinco foram soterradas por uma queda de barreira que atingiu de oito a dez casas no distrito de Jamapará na madrugada desta segunda-feira (9), e uma vítima morreu na queda de uma casa no município. Técnicos continuam a busca par mais vítimas, na região.
Ainda segundo a Defesa Civil, um novo deslizamento de terra ocorreu no meio da tarde desta segunda-feira a cerca de 200 metros de onde ocorreu a primeira queda de barreiras. Mas não houve vítimas e nenhuma casa foi atingida.
A Defesa Civil estadual avalia a possibilidade de haver pelo menos 20 pessoas desaparecidas após o deslizamento. Já segundo o coordenador de Defesa Civil de Sapucaia, Marco Antônio Teixeira Francisco, ao menos 12 pessoas seguem desaparecidas, além dos mortos já encontrados.
Deslizamento
Em Sapucaia, que não estava na lista de cidades em emergência e não tinha registrado ocorrências por causa das chuvas, sete casas foram atingidas pelo deslizamento. O acidente ocorreu na madrugada desta segunda no km 108 da BR-393. A área afetada fica no distrito de Jamapará.
Uma família que tentou fugir do desabamento de terra no distrito de Jamapará se abrigando dentro de um Fusca acabou soterrada e está entre os desaparecidos em Sapucaia, segundo o secretário de comunicação do município, Sérgio Campante. "Eles fugiram de casa, que foi parcialmente atingida e se abrigaram dentro de um Fusca, mas o veículo foi atingido e a família foi soterrada", afirmou Campante.
No começo da tarde, cerca de 30 bombeiros atuavam no distrito de Jamampará. Segundo o secretário de comunicação de Sapucaia, os bombeiros ainda não conseguiram identificar os corpos encontrados.
Atendimento
Ainda de acordo com Campante, a prefeitura trabalha com a hipótese de que até 20 pessoas tenham sido soterradas em Sapucaia. "A nossa expectativa é achar alguém com vida", afirmou o secretário, acrescentando que entre 8 e 10 casas foram totalmente soterradas no município.
O atendimento às vítimas será feito em uma espécie de enfermaria de campanha na subprefeitura de Jamapará, enquanto a via não é desobstruída. Além disso, os desabrigados e desalojados estão sendo realocados para o Ciep e algumas escolas municipais da região. Outros estão indo para casas de parentes.
Interdições
Por volta das 13h30, a concessionária Acciona informou que a rodovia BR-393 (antiga Rio-Bahia) estava parcialmente interditada a partir do km 122, na pista sentido Norte (MG). A pista sentido Rio estava liberada ao tráfego.
A estrada também estava interditada no km 108, na altura de Jamapará, onde o deslizamento soterrou algumas casas. No km 151, nas imediações de Moura Brasil, no sentido Sapucaia, está em sistema "pare e siga".
O secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões, estava em Cardoso Moreira, de onde seguiu de helicóptero para Sapucaia. Bombeiros de quatro cidades foram deslocadas para a região onde houve o deslizamento: Carmo, Teresópolis, Três Rio e Itaipava. Uma equipe especializada em busca e salvamento do Rio viaja para o local do acidente em helicóptero cedido pela Polícia Civil.
Alerta máximo
De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), as cidades que estão em alerta máximo são: Laje do Muriaé, Itaperuna, Cardoso Moreira, Italva, Porciúncula, Natividade, Santo Antônio de Pádua, Bom Jesus de Itabapoana, Campos dos Goytacazes.
Ainda segundo a assessoria do Inea, o estado de alerta máximo não significa necessariamente que esteja chovendo nessas cidades, e sim que há de 80% de chances de transbordamento de rios que passem por essas cidades.