Uma eleição que se inicia em 2012 e tem reflexo direto para 2014, é com esta certeza que os antes criadores do Chapão, Benedito de Lira, Renan Calheiros, João Lira, Cicero Almeida, Fernando Collor e Ronaldo Lessa iniciaram já em janeiro a discussão sobre como serão as chapas que cada um vai apoiar na próxima eleição.

Os nomes mais que lançados para a prefeitura de Maceió; Rui Palmeira, Galba Novaes, Jefferson Moraes, Mozart Amaral além do próprio Ronaldo Lessa buscam um vice que acabe agregando mais, tanto em densidade eleitoral, como em potencial político. Ninguém acredita que Rosinha da Adefal seja mesmo candidata, e o seu apoio, junto com o do prefeito Cicero Almeida são os mais disputados.

Ronaldo e Rui

Para o candidato Rui Palmeira a aceitação de um vice do PP, como Marcelo Palmeira representaria por um lado o apoio de uma chapa forte de vereadores e do senador Benedito de Lira, mas por outro o rompimento de qualquer chance de apoio de Renan, com quem o tucano mantém uma ótima relação.

Para Ronaldo são duas as opções, uma delas seria ter como vice Mozart Amaral, ganhando em tese o apoio do PMDB e do prefeito Cicero Almeida, o problema é que este quadro não agrada o segundo, que ainda tem reais esperanças de fazer de seu secretário, candidato a prefeito.

Outra opção para Lessa seria fazer com que Galba aceite ser seu vice, mas esta situação também não é tão fácil, primeiro porque Galba quer ser ele o candidato, segundo porque a chapa agradaria Collor, mas não a Renan Calheiros.

Galba e Jefferson Moares

Já Jefferson Moraes aguarda o desfecho da negociação do PP com Rui Palmeira, ele acredita que se o partido não fechar com o tucano, sobra para ele a chance de contar com apoio de Benedito de Lira, o problema é o deputado rompeu qualquer possibilidade de apoio da segunda maior força do PP, o prefeito Cicero Almeida.

Em relação a Galba Novaes a situação é um pouco mais complicada, ele diz ter o compromisso de apoio de Collor e Renan, e busca um cenário onde teria como vice o secretário Mozart Amaral, com apoio de Almeida e dos dois senadores, mas para isto é preciso que Collor e Renan se entendam e que Lessa não seja o candidato.

Enquanto a eleição não chega vários blefes são anunciados como improváveis candidaturas de Collor, João Lira e de outros partidos menores, que tentam se posicionar para buscar maior poder de fogo nas negociações que devem perdurar até junho.