O exército iraquiano celebrou nesta sexta-feira o 91º aniversário de sua criação com um desfile em Bagdá, o primeiro desde a retirada das forças americanas do país e um dia depois de uma violenta onda de atentados que deixou 68 mortos. Mais dois peregrinos xiitas morreram e sete ficaram feridos nesta sexta-feira.

As explosões de duas bombas dissimuladas em duas pontes do bairro de Dora, zona sul da capital, mataram duas pessoas e deixaram sete feridos, segundo o ministério do Interior.

O desfile, cercado por rígidas medidas de segurança em função da situação de instabilidade, aconteceu na presença do primeiro-ministro Nuri al Maliki em um estádio localizado na zona verde, a área mais segura da capital, onde o ex-presidente Saddam Hussein também costumava assistir os desfiles militares.

A zona verde não é acessível ao grande público e várias estradas que levam a ela estavam fechadas devido às medidas de segurança.

"É uma ocasião bonita e feliz, o 91º aniversário do exército iraquiano, que coincide com a partida das tropas americanas e passa a mensagem que o exército iraquiano está preparado para proteger o país", declarou o general Mohammed Askari.

O desfile é o primeiro desde o fim das operações de retirada do exército dos Estados Unidos, em 18 de dezembro.

A data festiva, no entanto, foi marcada pela violência que atinge o país em função de uma grave crise entre os blocos políticos sunitas e xiitas. Dirigentes das duas tendências manifestam preocupação com a possibilidade de um ressurgimento da onda de violência religiosa que provocou milhares de mortes entre 2006 e 2007.