No novo ano tudo vai ser diferente! Vou deixar meus maus hábitos!
Você também tomou resoluções desse tipo, usando a mudança de ano como data para uma virada em sua vida?
A cada novo ano muitas pessoas tomam resoluções radicais para suas vidas.
A mudança de ano vem acompanhada de certa aura de transformação, levando-nos a crer que nessa data será mais fácil romper com maus hábitos e superar fraquezas de caráter.
O que sobra de todos esses bons propósitos? O que resta das decisões tomadas em datas aparentemente significativas? Muitos de nós procuramos desculpar e minimizar nossas falhas. Alguns até começam a mudar, mas quando chegam os obstáculos ou aparecem às tentações voltamos a estaca zero.
Pedro garantiu, certa vez, a seu mestre. “Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei” (Mt 26.35). Mas ele falhou vergonhosamente. Será que o comportamento desse discípulo não espelha nossos próprios propósitos vãos? Será que também nós não falhamos repetidamente?
A meu ver o maior problema é a atitude. A vontade incondicional de posicionar sobre o que realmente desejamos para nós. Teoricamente isso deveria ser fácil de aplicar em nossas vidas. Afinal, todos sabem o que é certo e até onde podemos ir para alcançar nossos objetivos.
Mas é justamente nesse ponto que todos os nossos bons propósitos falham. Estamos dispostos, temos o firme propósito de deixar de lado maus hábitos e velhos defeitos. Dizemos a nós mesmos que “a partir de 1º de janeiro tudo vai ser diferente!”. Mas falharemos vergonhosamente, mais uma vez, se apenas deixarmos os maus costumes de lado sem nos habituarmos a levar uma vida realmente voltada para o correto.
Citando Arnaldo Jabor, o inquieto colunista global, “preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam... é problema deles”.
É nesse sentido que desejo a todos um ano muito abençoado, um ano em que nossos hábitos e costumes nos levem para uma sociedade mais justa e correta.
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Trânsito e o famoso jeitinho são questões relacionadas a hábitos e costumes, a nossa cultura. Não há dúvida de que o trânsito de Maceió está caótico. E a tendência é piorar ainda mais, até que grandes obras de custo elevadíssimo sejam viabilizadas.
Mas será que como condutores podemos fazer algo para melhorar nossas vidas? O brasileiro tão criativo, orgulhoso de seu “jeitinho” que arruma soluções para tudo não parece perceber que contra regras não deve haver jeitinho. Não há lugar para estacionar, o brasileiro criativo estaciona em local proibido. O brasileiro criativo está com pressa, mas o sinal está fechado e imagina que o vermelho significa “siga em frente”.
O egoísmo, personalizado no “jeitinho”, consiste em não reconhecer que há diversos outros semelhantes que compartilham das vias públicas e merecem igual respeito. Ao pensar que sua pressa ou sua comodidade são prioritárias torna-se vítima igualmente de outros que assim pensam. Todos somos reféns dos motoristas embriagados, imprudentes, que nos “cortam” ou que estacionam em frente das nossas garagens.
Fora a violência dos próprios acidentes, quantos crimes não começam com discussões no trânsito? Volta e meia, constato que, sempre na mesma esquina, um ônibus tenta fazer a conversão e um condutor, desrespeitando a marcação sob a sinaleira, avança e impede a curva do veículo maior. Se aquela sinalização está lá e todos os dias o coletivo tem dificuldades em dobrar, prova-se que a existência, não só dela, como de todas as medidas de prevenção têm um motivo de existir. É muita pretensão imaginar que somos mais “espertos” que os milhares de anos de civilização que construíram cada regra com uma finalidade.
Igualmente, costuma crer o brasileiro, que uma lei é facultativa quando não há alguém próximo para fiscalizar seu cumprimento. Sempre que não houver um agente da lei por perto haverá a tendência de que absurdos ocorram, pois o respeito ao próximo é substituído pelo temor à multa.
Como resolver isso? Matar todos os motoristas imprudentes antes que matem outros? Não dá. Gastar fortunas enfiando agentes de trânsito em cada esquina 24 horas por dia? Muito caro. Talvez. Educar desde pequeno, como uma filosofia para todas as áreas da vida? Com certeza!