A prisão de Márcio Tomio Chimbo Junior, 32, neste domingo (01), acusado de exercer ilegalmente a medicina em Alagoas e Pernambuco trouxe à tona um problema que tem se tornado comum no país, de acordo com o presidente do Conselho de Medicina de Alagoas (Cremal), Fernando Pedrosa.

Pedrosa afirmou que assim como o acusado, muitos brasileiros têm cursado faculdades de medicina em países como a Bolívia e Cuba, mas não validam seu diploma para atuar em território nacional. Ele destacou que o crime, que tem pena prevista de 6 meses a 2 anos, vem sendo praticado com a conivência de gestores municipais.

“Acho que as denúncias tendem a aumentar. Para tirar a dúvida, o paciente deve acessar o site do Conselho Federal de Medicina e procurar o nome e o registro do profissional. É possível saber onde o médico atua. Existem aproximadamente 25 mil brasileiros que estudaram no exterior e não revalidaram o diploma no Brasil”, explicou.

Pedrosa lembrou que o Cremal só pune médicos que possuem registro do Conselho. “A pessoa que exerce a profissão ilegalmente é penalizada criminalmente. A detenção está prevista no Código Penal e pode resultar em detenção”, ressaltou.

Prisão

Chimbo foi preso no município de João Alfredo, no Agreste de Pernambuco e trabalhava na Unidade Mista de Saúde Joana Amélia Cavalcante há duas semanas. Mesmo sendo formado em medicina em uma universidade cubana, o acusado não possui registro para exercer a profissão no Brasil.

Ele é natural de São Paulo, mas morava em Alagoas e segundo informações, também atuava no município de Jacuípe. Ao prestar depoimento, o acusado disse estar sendo supervisionado pelo diretor do hospital de João Alfredo, que foi identificado como Geraldo e também deve ser investigado