Todo mundo fala sobre as crendices do fim de ano. Mas nós encontramos muita gente que duvida da superstição e acredita no esforço pessoal pra fazer a vida melhorar.
Tem pessoas que acham que na mesa tem que ter lentilha para trazer abundância. Os pratos feitos à base de animais que "andam para trás" ficam proibidos. Se estiver na praia tem que dar pulinhos em sete ondas e a cada vez fazer um pedido. No vestuário, o branco para ter um ano de paz e harmonia. A romã fica esquecida o ano todo, mas nessa época ela reaparece. Segundo a crença popular, chupar três carocinhos atrai dinheiro.
Para muitos, porém, nada disso funciona. Durante a reportagem, a equipe do Jornal Hoje ouviu frases como "ano passado, eu passei de branco e não mudou nada". Ou "tem que trabalhar pois Deus ajuda a quem cedo madruga".
A psicologia entende que os mais céticos, os que têm mais pé no chão, são pessoas que acreditam muito mais nelas para conseguirem o que querem. Agora, o contrário, o comportamento dos supersticiosos, viver a fantasia, pode e até deve ser estimulado, mas em doses moderadas.
"A pessoa deixa de lado os seus problemas, as suas questões e dificuldades para curtir aquele momento. Para depois então voltar a à realidade. Nesse depois é que nem sempre é bom . É comum muitas pessoas caírem em depressão porque elas se dão conta de que a realidade é muito diferente", diz a psicóloga Leila Parreiros.
E justamente porque no dia seguinte virão as contas para pagar esses mais realistas, que não acreditam em simpatia, em sorte, fazem uma concessãozinha e ajudam a engrossar as filas nas lotéricas para apostar na Mega-Sena da Virada.
Mas e se não der prá ficar milionário desta vez, bola pra frente! Tente fazer como a aposentada Helena Martins. “Deixa a vida me levar, vida leva eu”, canta Helena.