O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) disse – em entrevista ao CadaMinuto - que está muito feliz com a decisão do secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Logística e Energia, Luiz Otávio Gomes, de permanecer na Pasta.

As declarações do governador foram dadas após a cerimônia de assinatura de convênios com o governo federal na ordem de R$ 506 milhões, na manhã desta quinta-feira (29).

Segundo Vilela, sua gestão tem como base o planejamento técnico em todas as ações executivas. “Luiz Otávio é uma peça muito importante em nossa gestão. Ele é um gestor técnico que contribuiu, contribui e contribuirá na construção dessa nova Alagoas que propomos a toda sociedade alagoana”, declarou.

Ainda de acordo com o governador, há alguns dias Otávio confirmou que ficará na pasta para dar continuidade ao seu trabalho.

“Recebi com muita felicidade essa informação. Ele é um secretário importantíssimo para todos. Otávio tem espírito público necessário para mudar os péssimos números oficias do nosso governo. O estado precisa dele”, assegurou.

Após uma série de denúncias envolvendo seu nome, o secretário chegou a colocar seu cargo à disposição do governador, mas por algum motivo ainda não público reconsiderou a decisão. Sobre o 'motivo', Vilela não quis comentar.

Denúncia: 

Segundo o jornal Estado de São Paulo, e-mails revelariam que Luiz Otávio estaria cobrando “taxa de retorno” de 25% sobre cada parcela de uma dívida com dez instituições bancárias. Os e-mails que a PF encartou ao inquérito do PanAmericano relatam que, no período de fevereiro a dezembro de 2006, Alagoas deixou de pagar todas as operações de crédito consignado, embora tenha descontado os valores da folha dos servidores. Na ocasião, o chefe do executivo era Luís Abílio, que assumira o cargo em substituição ao governador Ronaldo Lessa (PDT).

Os e-mails citam frequentemente Luiz Otávio, como personagem central da negociação. A coleção de mensagens eletrônicas destaca que a "taxa de retorno" pode ter sido destinada à campanha eleitoral tucana no Estado.