O PRB – partido do presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes – deve bater o martelo sobre sua participação em uma possível disputa majoritária no final de março do ano que vem (no máximo, no início de abril). Esta é a previsão do próprio Galba Novaes, que – conforme bastidores – tenta viabilizar sua candidatura à Prefeitura de Maceió; ou participação na majoritária.

Em entrevista, Novaes continua sendo cauteloso e colocando os mesmos pontos para se construir uma candidatura para prefeito: a costura de um grupo e a densidade. Novaes já afirmou por várias vezes que é impossível ser candidato de si mesmo, sem a presença de uma aliança ampla que dê apoio e aponte o nome como consenso na disputa.

Nacionalmente, o PRB sinaliza para que Galba Novaes concorra à Prefeitura Municipal de Maceió. De acordo com bastidores políticos, é um desejo do presidente da Câmara. Em conversa com este blogueiro, Novaes disse não querer antecipar a discussão, em função do trabalho que vem desenvolvendo no “parlamento” municipal, mas não nega que – evidentemente – seu nome está posto e que a agremiação deve discutir.

Novaes é o nome de maior peso no PRB, que tem ligações estreitas – tanto o presidente da Câmara, quanto o partido em Alagoas – com o senador Fernando Collor de Mello. Em entrevista, ele diz: “o partido deve se posicionar em março ou abril. Há nomes no quadro, como Euclides Mello, o próprio vereador Marcelo Gouveia. Isto será discutido. Ser citado como possível candidato me honra, porque é um reconhecimento do trabalho que tenho feito na Câmara. Mas, no momento, o meu foco é o trabalho no Legislativo”.

Sinceramente, é difícil acreditar nas possibilidades de Euclides Mello e Gouveia serem candidatos ao Executivo. Elas são nulas. Se o PRB entrar na majoritária, o nome é o de Galba Novaes, ainda que ele negue. Claro que ser cauteloso faz parte para quem busca um espaço tão disputado. Foi assim com Rui Palmeira (PSDB), por exemplo. Não foi assim com o açodado Givaldo Carimbão (PSB) e há quem diga que por isto, o deputado federal perdeu espaços.

Perguntei ainda a Galba Novaes se ele aceitaria uma composição que o apontasse como vice. O presidente respondeu assim: “já dei minha contribuição demais neste sentido”. Uma resposta curta, mas que remete a 2006 e 2010, quando este disputou o Senado Federal primeiramente. Foi o candidato ao Senado com o apoio do PT em 2006! Em 2010, foi o vice-governador ao lado do derrotado Fernando Collor de Mello. Nas eleições municipais, Galba Novaes sempre retornou ao parlamento-mirim com folga.

 

ERRATA: Peço desculpas aos leitores por um erro cometido por este blogueiro. Na matéria em questão troquei o PRB - partido de Galba - pelo PRTB, que nada tem a ver com este texto. Peço desculpas, ao tempo em que já fiz a correção. Grato pela compreensão. O erro foi inteiramente meu! Abraços

 

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