por João Victor Acioly

Adriano Vizoni/Folhapress	“Já ouviu falar no fenômeno da música country brasileira Michel Teló? Você vai!”, intitula uma reportagem no site da revista norte-americana Forbes, publicada na quinta-feira (29). Parece que a previsão está a um passo de acontecer.

Na publicação, a ascenção de Teló é comparada à de Carmem Miranda em Hollywood nos anos 40 e ao sucesso internacional de Gisele Bündchen, Xuxa, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, quando se afirma a dificuldade de uma celebridade brasileira tornar-se estrela de nível mundial.

A matéria ressalta ainda o raro bom momento do cenário sertanejo, citando Paula Fernandes, que vendeu 1 milhão e meio de cópias com seu último disco e gravou uma colaboração com Taylor Swift, e Luan Santana, que aos 20 anos lidera a lista de artistas sertanejos com maior cachê, como possíveis promessas de lançamento internacional.

Conhecido pelo sucesso “Ai Se Eu Te Pego”, o cantor paranaense está de malas prontas para uma turnê européia em março, onde passará por sete países. Foi lá, aliás, que ele passou a ter destaque na mídia e na internet, quando o jogador Cristiano Ronaldo comemorou um gol – o segundo do clube espanhol Real Madrid na goleada de 4 a 0 sobre o Málaga – dançando a coreografia da música, em outubro.

Desde então, a faixa é executada em vários países do continente e líder de pedidos também nas rádios brasileiras. Pelo iTunes, “Ai Se Eu Te Pego” alcançou o topo das vendas na Espanha, Portugal, Itália, Colômbia, Alemanha, Polônia, Argentina, Chile e Peru. No Brasil a canção é a segunda mais baixada, atrás apenas de “Someone Like You”, da Adele.

Com o europeu já conquistado, a meta agora é o maior mercado fonográfico do mundo: o americano. A pedido da gravadora, o cantor voltou ao estúdio para gravar uma versão em inglês da música. “Oh, If I Catch You” chegou à internet na tarde desta sexta (30), mas só será lançada oficialmente em janeiro, com direito a videoclipe.

Ouça "Oh, If I Catch You":

“Se Michel Teló estará apto a ultrapassar as fronteiras da América do Sul, obviamente só o tempo poderá dizer. Mas, por ora, parece que o mundo inteiro está de fato prestes a ‘pegá-lo’. E logo”, finaliza a revista.