O secretário de Infraestrutura e peemedebista Mozart Amaral – em entrevista à Rádio Gazeta – falou de política e sucessão municipal, após prestar contas das ações da pasta, que sempre foi uma das preferidas do prefeito Cícero Almeida (PP). Amaral – se dependesse do prefeito – seria o nome para disputar a cadeira que hoje é ocupada por Almeida. Mas, para lançar sua pré-candidatura há uma dependência de vários fatores; com decisões que passam pelas mãos de vários “caciques”, como o senador Renan Calheiros (PMDB), o deputado federal João Lyra (PSD) e até mesmo do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT). 

São nomes muito próximos na política alagoana com interesses diretos na disputa de 2012 que se avizinha. Nestas possíveis composições, Mozart Amaral é um nome dentre tantos, que pode vir a cumprir uma missão partidária, sendo vice em uma composição. São muitas as possibilidades já trabalhadas em bastidores. Mais recente se ventilou a dobradinha Ronaldo Lessa e o presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB), que negou os diálogos.

Mozart Amaral já foi citado em bastidores como vice de Galba Novaes e até mesmo de Ronaldo Lessa, sem contar com os diálogos entre PTdoB e PMDB. Ainda não teve sua pré-candidatura lançada, porque João Lyra – padrinho político de Cícero Almeida – pretende entrar no páreo. Amaral já tentou se lançar candidato a uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, mas ficou de fora da eleição por conta das composições.

O secretário tem o total apoio de Almeida para encabeçar uma chapa. Preside o PMDB municipal. Bem, acabam aí os fatores que o ajudariam a construir a candidatura. Falta a Mozart Amaral, como seu viu em recente pesquisa do Ibrape/Cadaminuto, densidade eleitoral e falta ainda posição cômoda dentro do grupo que tenta construir uma chapa para as eleições municipais. Sendo assim, quando Mozart Amaral diz “essa história de vice não existe”, em relação a uma possível composição com seu nome; os bastidores políticos olham de volta para ele e afirmam categoricamente: “existe essa história de vice sim, Amaral”.

Não dá para negar a importância do nome de Mozart Amaral no jogo, ainda mais diante de uma administração municipal com aprovação popular. Mas, sem subestimá-la ou superestimá-la. No mais, o peemedebista colocou em entrevista: “estamos conversando bastante internamente já que, na verdade, ainda não existem pré-candidaturas”. Dentro do PMDB pode não existir, mas fora do partido são muitos. Alguns com ligações estreitas com a atual administração.


E afirma ainda: “serei candidato de um grupo, conforme decisão dos partidos coligados, para que possamos dar continuidade trabalho do prefeito Cícero Almeida”. Aqui Mozart Amaral não esquece que há um grupo, mas deve lembrar que dentro dele o que não faltam são nomes em busca da melhor composição para 2012. Não é? Mas, Amaral tem todo o direito de buscar o seu espaço. Afinal, é política e ele é um nome no jogo que tenta se fortalecer. Natural e justo!

Por isso, Amaral finaliza: “pois, acredito que, apesar de alguns outros nomes estarem no mesmo patamar, nossas ações nos credenciam para a disputa”. Pois é, ele precisa de um norte que o coloque na briga e este será apontar para o que foi feito pela Infraestrutura do município. Política! Quando fala em patamar, é bom lembrar quais são os critérios deste: densidade eleitoral, grupo político fechado, ações realizadas, enfim...Em política, não se descarta nada, muito menos agora quando há tanta água para passar por baixo da ponte. Portanto, existe essa de vice sim, Amaral!
 

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