O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, falou nesta sexta-feira a respeito da prisão de Djalma Beltrami, comandante do 7º BPM (São Gonçalo). Cabral também comentou sobre uma suposta crise entre as polícias Civil e Militar, que teve até críticas de Paulo Rangel, desembargador do Estado do Rio de Janeiro que concedeu o habeas-corpus a Beltrami na quarta-feira.

"Não há crise. O secretário Beltrame foi muito feliz ontem (quinta-feira) ao declarar que não há crise", afirmou o governador durante a inauguração das reformas do Parque Recanto do Trovador e da Vila Olímpica Artur da Távola, em Vila Isabel, na zona norte da capital.

Nesta quinta-feira, o secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, já havia negado a existência de crise entre as polícias Militar e Civil. Ele se pronunciou um dia após a soltura de Beltrami, que ficou preso por dois dias sob suspeita de comandar um esquema de propina em São Gonçalo, na Região Metropolitana. Ele alega ser inocente. Mais 10 PMs também foram detidos suspeitos de participar do grupo.

"Esse conflito vai se elucidar com o término da investigação, em que os inocentes serão inocentados e os culpados serão culpados. Portanto, não há crise", complementou Cabral. "As polícias não estão soltas, sem um comando. As polícias têm o comando da Secretaria de Segurança Pública. Não são instituições distintas, em que a Polícia Militar e a Polícia Civil, isoladamente, fazem o seu trabalho. Elas trabalham unificadas, sob o comando da Secretaria de Segurança Pública do Estado".

Depois das críticas de Rangel a respeito da Polícia Civil (PC), o governador disse que "não há críticas da Justiça". O desembargador concedeu habeas-corpus a Beltrami e disse que a PC estava "brincando de investigar".