O irrequieto vereador Marcos Rios, como já é configurado na região, que por motivo de improbidade administrativa foi afastado do comando da presidência da Câmara Municipal da Barra de Santo Antônio no dia 17 de novembro último, está sendo apontado pelo atual presidente da Casa, vereador Márcio de Ademir, de impedir via meio judicial o pagamento deste mês a todos os vereadores e funcionários da Câmara.
E como se não bastasse; detona Márcio de Ademir: “Vereadores e funcionários estão com seus nomes no SPC, porque o ex-presidente não repassou no mês passado o valor 7.500 reais de um empréstimo consignado junto a Caixa Econômica Federal, valor que é retirado em folha dos salários dos vereadores e funcionários. Esse valor não caiu nas contas da instituição financeira; e o pior; muita gente além de estar “liso” neste final de ano ficou agora com seu nome surjo na praça por conta de um irresponsável”, disse acrescentando que toda essa situação só será resolvida no ano que vem, no retorno dos trabalhos da Câmara.
O duodécimo da Câmara da Barra é de 70.858 reais e a prefeitura ficou impedida de repassar, segundo o presidente Márcio de Ademir, porque se encontra consignado em juízo, numa ação movida justamente pelo ex-presidente Marcos Rios, que não aceita de forma alguma seu afastamento do comando da Câmara.
“Eu fui eleito por 4 x 1, através de uma comissão formada na Câmara. Depois de eleito, publicamos no Diário Oficial, onde o afastado tinha cinco dias para impugnar; o que não aconteceu. Por isso, eu hoje sou o presidente legítimo”, revelou Márcio de Ademir, salientando que seu adversário esteve esta semana em Porto Calvo, onde foi tentar uma Liminar para retornar a Casa, junto ao juiz plantonista João Paulo, quando esse negou sua solicitação.
Marcos Rios é tido como o único opositor na atual administração municipal. Ultimamente seu cotidiano tem sido recheado de problema. O mais grave é quanto ao assassinato do ex-vereador de Jacaré dos Homens, Jorge Silva, fuzilado por três pistoleiros no dia 17 de junho de 2008 em pleno centro da cidade.
Por esse motivo, no dia 29 de abril último, ele foi julgado em Maceió e condenado a vinte anos de reclusão. O crime, segundo as denúncias, teria sido porque Jorge Silva fizera fortes denúncias, dando conta de que Marcos Rios estava manipulando alvarás falsificados para a compra de taxi; com valores subsidiados na cidade da Barra de Santo Antônio.
Meses depois de crime, Marcos Rios chegou a ficar detido durante três meses. O júri entendeu que o réu era o culpado, cuja condenação por homicídio triplamente qualificado saiu na madrugada de 30 de abril. Só que desde então, o acusado continua solto, contrariando a pretensão da família da vítima, que até hoje luta para que a punição seja na cadeia.
