A noiva do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes, Ingrid Calheiros, negou em depoimento na manhã desta quinta-feira, na Divisão Especial de Operações Especiais (Deoesp), que tenha qualquer conhecimento de um suposto plano que foi denunciado por um detento para matar a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues do Fórum de Contagem (MG); o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa de Belo Horizonte (DHPP); o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG); o advogado José Arteiro Cavalcante Lima, representante de Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio; e também o advogado Ércio Quaresma, ex-defensor de Bruno, atual advogado do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
"É um absurdo o que esse preso falou. Ela não tem qualquer envolvimento, não sabe de nada sobre isso. Quero destacar que a Ingrid é da sociedade ordeira, não tem ligação nenhuma com deliquência", afirmou Francisco Simin, advogado de Bruno.
A dentista carioca foi intimada pela Polícia Civil após ter o nome citado pelo detento Jailson Oliveira, que ficou um período preso na mesma cela do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, na Penitenciária Nelson Hungria. Oliveira teria ouvido de Bola o suposto plano, que contaria com intermediação de Ingrid para contatar, no Rio de Janeiro, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico da favela da Rocinha.
De acordo com a denúncia, Nem seria a pessoa que executaria o suposto plano. O traficante está preso em uma penitenciária federal no Mato Grosso do Sul.
O delegado Islande Batista, chefe do Deoesp, confirmou que Ingrid disse desconhecer a suposta trama. "Ela nega veementemente, diz que não conhece diretamente o Nem e não sabe de onde surgiu essa informação".
Na tarde desta quinta-feira será a vez de Bola prestar depoimento. Conforme Batista, se ele também negar a existência do plano, a polícia poderá fazer uma acareação entre Bola e o detento Jailson Oliveira.
Aniversário
Nesta sexta-feira, Bruno fará 27 anos. Ingrid passará o dia com ele, durante o horário de visita, de acordo com o advogado do ex-goleiro. Bruno foi preso em 7 de julho do ano passado.