Em conversa com este blogueiro, a vereadora Heloísa Helena (PSOL) destacou que pretende reagir de forma objetiva ao aumento do duodécimo que a Câmara Municipal de Maceió teve no orçamento de 2012. Pode nascer aí mais uma polêmica. Na peça orçamentária, o repasse anual dos vereadores sai de R$ 46 milhões para R$ 50 milhões.
A vereadora psolista diz que o reajuste do valor se dá por conta de um “artifício contábil vergonhoso praticado pelo prefeito de Maceió (Cícero Almeida (PP))”. Para Heloísa Helena, o prefeito superestimou o orçamento – que em outubro era de R$ 1,6 bilhão e ao retornar à Câmara, em dezembro, veio como R$ 1,7 bilhão – para poder “ceder à pressão de parte da bancada dos vereadores”.
Ela lembra que – ainda na Lei de Diretrizes Orçamentárias – a Câmara Municipal tentou conseguir mais dinheiro, mas a emenda destinada a isto recebeu um veto do próprio prefeito de Maceió. Por desentendimento da bancada, na hora de apreciar o veto, este foi mantido. “É até cinismo o artifício para se colocar mais dinheiro para a Câmara, se antes houve um veto”.
Heloísa Helena coloca que o recurso a mais para o Legislativo municipal pode ser transformando em emendas para investimentos em áreas sociais. “Apresentarei emendas que visam tirar dinheiro da Câmara para destinar a área social. Claro que apresentar emenda é uma coisa e aprovar é outra. Em alguns casos, a derrota é quase certa, mas temos que apresentar estas emendas”, colocou.
Objetivamente, Heloísa Helena destaca que é possível um remanejamento de até R$ 8 milhões em relação ao duodécimo da Câmara Municipal de Maceió. “É um recurso com o qual é possível iniciar a construção de um hospital, fazer ciclovias, escolas, creches e investimentos na área social”.
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