O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, chegou neste sábado a Trípoli para realizar a primeira visita de um chefe do Pentágono à Líbia, saudar a "valentia" dos líbios na revolta popular contra o regime do ex-ditador Muammar Gaddafi e avaliar as necessidades do novo governo.
Panetta deve realizar uma breve visita de algumas horas e se reunir com o ministro da Defesa, Usama Juili, um comandante da rebelião que derrubou Gaddafi.
"A finalidade de minha viagem à Líbia é ter uma oportunidade de observar a situação de perto, mas também de homenagear o povo líbio, pelo que fez ao derrubar (o líder Muammar) Gaddafi e tentar instaurar um governo para o futuro", declarou Panetta aos jornalistas que viajavam com ele.
"Aqui haverá desafios, haverá dificuldades, mas acredito que qualquer país como a Líbia, que foi capaz de fazer o que fez e mostrou esta valentia (...), terá sucesso em instaurar uma democracia".
Ontem, Panetta deu início à sua visita oficial na Turquia, onde discutiu com as autoridades turcas sobre a situação no Irã, Síria e Afeganistão.
Panetta se reuniu com o presidente turco, Abdullah Gul, e membros da equipe turca, de acordo com a agência de notícias Anadolu.
Vindo do Iraque, Panetta se encontrou com seu homólogo turco Yilmaz Ismet, a quem agradeceu pela assistência da Turquia no Afeganistão.
Ele também discutiu hoje a cooperação com o governo dos dois países em relação ao Irã, Síria, Afeganistão; a instalação de uma base de radar no leste da Turquia; a luta conjunta contra o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão); e as relações entre a Turquia e Israel.
O ministro da Defesa turco lembrou que a Turquia queria acelerar a compra de drones dos EUA, que quer utilizar para combater os rebeldes do PKK, segundo a imprensa local.