O presidente da Cooperativa de Transporte Complementar Intermunicipal de Passageiros de Alagoas (Coopervan), Marcondes Prudente contou à reportagem do Cadaminuto que existe um esquema para fraudar a licitação realizada pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal) na categoria complementar (vans), no interior do Estado.

Segundo ele, parlamentares e funcionários públicos estão entre os interessados que vão concorrer na segunda etapa da licitação que ofereceu 1.363 vagas, distribuídas em 167 linhas em todo o Estado. A Coopervan segue impedida de participar da licitação, após o desembargador Pedro Augusto Mendonça da Araújo, da Segunda Câmara do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) negar um pedido de retificação no edital.

“Não queremos fechar rodovias, só queremos o que é justo. De acordo com um decreto, políticos nem pessoas ligadas à administração pública poderiam participar. Pedimos audiências públicas, mas o que alegam é que só poderíamos participar como pessoa física ou jurídica, individualmente. Mas, em todo o Brasil as cooperativas puderam participar de licitações”, destacou.

Prudente afirmou confiar na justiça e contou que foi cobrado um valor de R$ 400 para que os interessados participassem da licitação. Ele destacou ainda, que as pessoas envolvidas na máfia da faixa, que cobrava de R$ 5 a R$ 10 mil para “autorizar” as vans a fazerem o transporte intermunicipal, também têm ligação com uma fraude nessa licitação.

“É um jogo de cartas marcadas e a direção da Arsal sabe de tudo. Estamos nos reunindo com os desembargadores para explicar a situação e vamos levar essas denúncias ao Ministério Público. Já ficou claro que existiram atravessadores nessa primeira etapa”, ressaltou.