As vítimas das enchentes de 2010 terão um motivo para comemorar, depois de ficar sem casas por meses, com a maioria vivendo em barracas, que segundo os próprios moradores, em condições sub-humanas. Na manhã desta sexta-feira (9), um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi assinado por gestores, construtoras, Caixa Econômica Federal, Eletrobrás, Casal e os futuros moradores das novas residências que serão construídas nos municípios atingidos pelas chuvas.

As cidades de Branquinha, Capela, Cajueiro, Murici, São José da Lage, União dos Palmares e Rio Largo serão beneficiadas com as 17.398 casas, que serão construídas e terão as entregas finalizadas no final do próximo ano. No entanto, ficou definido que ainda em 2011, a partir do dia 15, até o dia 22, 1.479 casas serão entregues. Este número poderá aumentar, caso as residências do condomínio Frederico Maia, em Quebrângulo, atingida em outra enchente, fiquem prontas antes do Natal.

O vice-governador e coordenador do Projeto de Reconstrução das casas, José Thomaz Nonô, fez um discurso contundente para anunciar a assinatura do TAC e as polêmicas sobre a reconstrução e a entrega das casas. “Muitos criticaram o governo, apontaram Rio de Janeiro e Santa Catarina, que já passaram por esses problemas (enchentes), como exemplos, mas agora nós podemos dizer, que trabalhamos para Alagoas e não para outro Estado. Ao contrário desses Estados terem passado por situação semelhante, posso garantir que não fizeram nem a metade do que estamos fazendo”, disse.

O vice-governador apontou as enchentes dos litorais carioca e catarinense e afirmou que até os dias de hoje, poucas casas foram entregues em Santa Catarina, que tem um número bem menor de atingidos e no Rio de Janeiro, ninguém teve suas residências reconstruídas.
Nonô reforçou ainda que, no caso da presidenta Dilma Rousseff não assine a medida que isenta os moradores no pagamento das casas, o próprio governo do Estado irá quitar para as vítimas.

A reunião de assinatura da TAC contou, além dos gestores, com vários moradores que ficaram desabrigados. O prefeito de Murici, Remi Calheiros, garantiu um final de ano mais feliz, mas apenas o início de um grande trabalho. “É com muita felicidade que a gente participa dessa reunião, estando na presença dos moradores, que estão passando por momentos difíceis dentro daquelas barracas, mas que com certeza, terão um final de ano feliz”, disse.

Já o governador Teotônio Vilela Filho, resumiu no discurso do seu vice, José Thomaz Nonô, do secretário de infra-estrutura, Marco Fireman e da prefeita de Branquinha, Renata Moraes, um momento especial para o Estado de Alagoas. “Com essa decisão, estamos mudando a história e fazendo justiça com essas pessoas. Depois de um ano morando em condições sub-humanas, essas pessoas terão um final de ano mais feliz, com essas casas, que são melhores que as antigas”, afirmou.