O governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), e o secretário de Estado da Defesa Social (SEDS), Dário César, preferiram não polemizar as declarações do desembargador e presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Orlando Manso, que fez duras críticas ao Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Luciano Silva. A determinação de Manso é que a PM não participará do esquema de segurança para as eleições em Joaquim Gomes, que acontecerá no próximo domingo (11).

Durante uma cerimônia no Palácio República dos Palmares para assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com as construtoras que trabalham na construção de residências nos municípios que foram atingidos pelas chuvas e enchente ocorridas em julho do ano passado, o CadaMinuto questionou as autoridades sobre quais seriam as ações do governo quanto o posicionamento da Polícia Militar diante do mal estar instalado com a desembargador.

Dário César, no entanto, disse que não queria se envolver em polêmicas com o desembargador Orlando Manso, mas garantiu que a Polícia Militar estará trabalhando nas ruas de Joaquim Gomes. “O fato é que os militares estarão na cidade, trabalhando como sempre fazem em ocasiões que ocorrem grandes aglomerações de pessoas. Agora se eles estarão nos locais de votação isto é uma outra questão”, declarou o secretário.

Já o governador, afirmou que irá se informar melhor sobre o caso, pelo fato de ter retornado de uma viagem de Brasília. Vilela colocou ainda que só em seguida irá se pronunciar sobre o assunto e qual atitude será adotada pelo governo.

Numa reunião na tarde de ontem (08), Orlando Manso voltou a tecer inúmeras críticas ao Coronel Luciano Silva, classificando-o como uma pessoa desqualificada e que não tem confiança. O encontro contou com a presença de integrantes da Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e do Exército, para decidir o esquema de segurança durante as eleições no município.

Manso disse que caso haja um descumprimento de sua determinação por parte da PM, qualquer militar poderá ser preso, independente de quem seja, desde um militar a um coronel. Ele já solicitou ao ministro Ricardo Lewandowski para que homens do exército possam ser estar a serviço durante a realização do pleito.