Alagoas passa por mais uma situação inusitada, o Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), desembargador Orlando Manso, confirmou sua ameaça e comunicou a todos os magistrados da corte, durante a sessão ordinária do pleno, realizada nesta quarta-feira,7, a sua decisão de não convocar a Polícia Militar para as eleições suplementares de prefeito e vice marcadas para domingo próximo em Joaquim Gomes.

O desembargador deixou claro que a decisão se dá pelo fato de o atual comandante da da corporação, coronel Luciano da Silva, haver cumprido a uma decisão sua em processo tramitado no Tribunal de Justiça.

O desembargador salientou que não tem como confiar numa autoridade que sequer respeita as leis, as decisões do Poder Judiciário. Daí a sua iniciativa de convocar para a reunião que será realizada na sede do TRE, às 16 horas desta quinta-feira, os representantes das instituições da área da Segurança Pública, excetuando -se Polícia Militar.

A reunião será para se definir as estratégias de cada uma delas que serão desenvolvidas no novo preito majoritário em Joaquim Gomes.

Manso já havia “solicitado” ao governo que mudasse o comando da PM, mas o governador Teotônio Vilela já havia sinalizado que não faria esta mudança.

Nos bastidores do governo a decisão do desembargador foi vista com muita irritação. Um assessor próximo de Téo disse que o desembargador não tem poderes para decidir quem faz ou não parte do governo e que deveria se ater a suas funções.

É aguardada para as próximas horas uma resposta forte do governo em relação a decisão do desembargador. O confronto foi firmado.