A Royal Dutch Shell e a Qatar Petroleum firmaram hoje uma carta de intenções para desenvolver, em conjunto, um complexo petroquímico no Golfo Pérsico por um custo estimado de US$ 6,4 bilhões.
O protocolo foi assinado entre o ministro de Energia e Indústria do Catar, Mohammed bin Saleh Al-Sada, e o executivo-chefe da Shell, Peter Voser, após a conclusão dos estudos de viabilidade conduzidos pelas empresas. A unidade ficará na cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, informou a Shell por meio de um comunicado.
O projeto prevê a construção de uma unidade de craqueamento a vapor que utilizará gás natural do Catar; uma planta de monoetilenoglicol com capacidade de produzir até 1,5 milhão de toneladas por ano, usando tecnologia da Shell; 300 mil toneladas anuais de alfaolefinas, além de outros derivados.
A Qatar Petroleum, estatal, terá 80% de participação do projeto, enquanto a Shell ficará com os 20% remanescentes, informaram hoje as empresas em Doha. Elas planejam formalizar o acordo para a criação de uma joint venture até o fim do próximo ano ou no início de 2013, disse Al-Sada à imprensa. A expectativa é de que o projeto seja concluído em 2017, disse ele.
A parceria com a Shell não deverá substituir o acordo firmado há dois anos com a Exxon Mobil e o Catar ainda planeja outros projetos petroquímicos, afirmou Al-Sada. Ele estimou que o complexo envolvendo a Shell custará US$ 6,4 bilhões. O Catar, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), é o maior exportador mundial de gás natural liquefeito.