Depois das fortes declarações do deputado estadual João Henrique Caldas (PTN), apontando irregularidades na Assembleia Legislativa, foi a vez de o Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) entrar na polêmica e apresentar uma representação ao Ministério Público Estadual (MPE), pedindo que sejam investigadas as denúncias feitas pelo parlamentar. O presidente do MCCE em Alagoas, Antônio Fernando, confirmou que a representação foi entregue na tarde de ontem no órgão e que no documento, o movimento cobra uma investigação não só do MPE, mas também da Polícia Federal.

“Assim que soubemos das declarações do JHC, nós preparamos esse documento e entregamos no Ministério Público. Não é novidade as coisas que acontecem naquela Casa (Assembleia) e nós pedimos uma investigação séria diante desses novos fatos”, disse.

Entre outras problemas estruturais da casa, João Henrique Caldas apontou o pagamento irregular da Gratificação por Dedicação Excepcional (GDE). JHC revelou, por meio de um documento, que esta gratificação é paga sem nenhum controle, e ao que parece, na quantia que a Mesa desejar para cada gabinete. Só o gabinete de João Henrique recebeu R$ 650 mil, que foi devolvido, a mando do parlamentar, através de documento (DAR) destinando-o à conta única do Tesouro Estadual.

O representante do MCCE reforçou ainda a luta do Movimento não apenas contra os fatos da Assembleia, mas de toda a política no Estado de Alagoas. “Que mais essa vergonha que está assolando o nosso Estado sirva de exemplo para os eleitores. Não se vendam, mostrem a sua revolta e tenham certeza que terão um grande aliado que é o MCCE brigando e batendo de frente com esses poderosos”, finalizou.