Uma verdadeira bomba, assim os deputados que caminhavam para mais umas férias tranquilas estão avaliando as revelações feitas por um de seus pares, João Henrique Caldas , sobre a existência de pagamento irregular da Gratificação por Dedicação Excepcional (GDE), instituída em 2008.
JHC revelou por meio de um documento, que esta gratificação é paga sem nenhum controle, e ao que parece, na quantia que a Mesa desejar para cada gabinete. Só o gabinete de João Henrique recebeu R$ 650 mil, que foi devolvido, a mando do parlamentar, através de documento – DAR -, destinando-o à conta única do Tesouro Estadual.
“Ocorre, porém, que o procedimento adotado por mim, por si só, fará com que a Assembleia economize R$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais) por ano, considerando um mandato de 04 anos, representa uma economia à ALE da ordem de R$ 2.600.000,00 (dois milhões e seiscentos mil reais) somente em meu gabinete. Ou seja: valor suficiente para a implantação imediata do PCCS, o que desde já se requer” explicou o parlamentar no documento
Desigualdade
O problema para alguns deputados é que a revelação de JHC põe a luz a desigualdade na forma que o recurso é dividida, não existe controle sobre quem e de que forma esta verba é distribuída, alguns gabinetes, como o do deputado Judson Cabral, sequer recebe este recurso.
Houve pelo menos duas reuniões na noite de ontem envolvendo os deputados, um grupo ligado a Mesa Diretora busca colocar panos quentes na discussão e armou uma estratégia para desqualificar o deputado JHC.
Mas outro grupo, insatisfeito com a gestão da Mesa, e ciente do posicionamento da opinião pública, pretende esmiuçar a discussão na sessão de hoje.
Problemas de gestão
De qualquer forma, a Assembleia passa por mais um desgaste, com os mesmos problemas (falta de transparência na gestão dos recursos) apresentados do que na época da famosa Operação Taturana, o Poder legislativo, apesar dos aumentos de duodécimos, sofre com falta de insumos básicos como papel higiênico, telefone e internet nos gabinetes, entre outras coisas.
Cada vez mais o presidente da Casa de Tavares Bastos, Fernando Toledo, parece ter muito o que explicar, como e de que forma vai fazer isto, só o tempo pode dizer.


