Líder do governo na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) afirma que "não existem funcionários-fantasmas". Ele defende o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que é suspeito de ter recebido como funcionário da liderança do PDT de 2000 a 2006 sem nunca ter trabalhado no gabinete na Casa.

- Não existem funcionários-fantasma. Aqui não existe. Eles não são fantasmas, eles trabalham nos gabinetes em seus Estados - afirma Vaccarezza a Terra Magazine.

O líder do governo causou polêmica depois de ter aparecido em reportagem da Folha de S.Paulo dizendo que há assessores que "jamais pisam" na Câmara. Vaccarezza nega o teor da fala. "Nunca falei esse termo. Falei que a maioria dos funcionários de gabinetes de deputados trabalha nos escritórios de deputados em seus Estados e é correto que assim procedam".

O presidente da Câmara, Marco Maia, deve receber nesta quarta-feira (30) relatório sobre as atividades de Lupi na época. Ele pode decidir pela abertura de uma sindicância para apurar se houve irregularidades. Vaccarezza afirma que a decisão é "apenas administrativa" e não acredita em investigações sobre o tema.

Há pouca clareza sobre se o cargo exercido por Lupi na época permitia que ele trabalhasse ou não fora de Brasília, como defendido por Vaccarezza. O líder governista admite que Lupi era contratado para um Cargo de Natureza Especial (CNE). Atualmente, esse tipo de funcionário não tem permissão para trabalhar fora da Casa, mas esta teria sido uma decisão tomada durante a gestão de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) como presidente, que aconteceu de 2005 a 2007.

- Antes de o Aldo ser presidente, poderia o funcionário ser deslocado e trabalhar fora da Câmara. Portanto, Lupi não foi funcionário fantasma.