No início da esperada sessão legislativa de hoje, os deputados ligados à Mesa Diretora resolveram partir para o ataque contra o “colega” parlamentar João Henrique Caldas, que ontem denunciou irregularidades no repasse da Gratificação por Dedicação Excepcional – (GDE).

O presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Toledo disse que a gratificação é regular e foi aprovada na legislatura anterior, e que o deputado havia feito um ato de pirotecnia.

“Ele ultrapassou seu limite de parlamentar, estou estudando junto com outros integrantes da Mesa Diretora, se é possível uma investigação contra o parlamentar, por quebra de decoro parlamentar”, explicou Toledo.

O deputado Temóteo Correa foi outro parlamentar a adotar o discurso da Mesa Diretora e atacou diretamente JHC, o chamando de louco. “Este rapaz cometeu uma loucura”, disse o parlamentar.

O deputado de oposição, Judson Cabral confirmou que seus funcionários jamais receberam a GDE, deixando evidente que a gratificação só é recebida por quem a Mesa quer.

Irregularidades

JHC revelou, por meio de um documento, que esta gratificação é paga sem nenhum controle, e ao que parece, na quantia que a Mesa desejar para cada gabinete. Só o gabinete de João Henrique recebeu R$ 650 mil, que foi devolvido, a mando do parlamentar, através de documento – DAR -, destinando-o à conta única do Tesouro Estadual.

“Ocorre, porém, que o procedimento adotado por mim, por si só, fará com que a Assembleia economize R$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais) por ano. Considerando um mandato de quatro anos, representa uma economia à ALE da ordem de R$ 2.600.000,00 (dois milhões e seiscentos mil reais), somente em meu gabinete. Ou seja, valor suficiente para a implantação imediata do PCCS, o que desde já se requer”, explicou o parlamentar no documento.