O prefeito Cícero Almeida (PP) agora é hit de sucesso nas redes sociais! O fato: atolou com o carro em uma praia alagoana. Com o “possante” dentro da água teve que recorrer – como comprovam os vídeos feitos e disponibilizados no Youtube e também no site Painel de Notícias – a um guincho e depois analisar os danos materiais causados pela maré.
Mas, para além das perdas materiais, algumas constatações: o prefeito estava dirigindo com seu carro em área de preservação ambiental; fora o fato do trânsito na areia da praia com veículos, haja vista a quantidade de matérias nacionais que são feitas associando os dois fatores e alertando para os perigos: preservação ambiental e trânsito em local não adequado.
É levantada aí as questões com poluição, problemas para o meio-ambiente, que a depender da área se agravam, além dos riscos de acidentes, como já citados nas matérias jornalísticas e até mesmo pelo blog do jornalista Ricardo Mota. Mas o fato é que tudo isto foi – e vem sendo! – ignorado nas discussões sobre o ocorrido. O inusitado é o que fica nas rodas de discussões, por conta do comportamento e do “acidente” inesperado com um agente público que é o chefe do Executivo de uma das capitais do país.
Assim sendo, brotam os risos (piadas inevitáveis e que até fazem parte) nas redes sociais. Aqui e acolá salpicam os questionamentos quanto à prática e o local em si. Que Almeida tire uma lição do inusitado e que esta não seja apenas cantarolar “pôneis malditos, pôneis malditos...lá, lá, lá” quando resolver trocar de possante.
Que o atoleiro também não vire uma metáfora no fim de mandato. Que os próximos passeios do chefe do Executivo – um direito do prefeito: o descanso, o lazer e a higiene mental – sejam em locais mais adequados e sem riscos ao meio ambiente, a terceiros e a ele mesmo, evidentemente. Afinal, quando for indagado por adversários “Cadê o Ciço?”, que a resposta não seja: “foi ali transitar por onde não deveria, mas se a maré deixar, ele volta...”!
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