O deputado federal Rui Palmeira (PSDB) participa – na manhã desta sexta-feira, dia 25 – de um seminário, que ocorre em Maceió, para discutir os problemas da cidade. O foco – evidentemente – é o ano eleitoral de 2012. O seminário é o ponto de partida para uma série de discussões que podem orientar um plano de governo para os tucanos, pelo menos constituindo propostas para os municípios. Tudo vem sendo capitaneado por Palmeira.

Indaguei Rui Palmeira se diante do fato do PSDB já ter lançado seu nome para pré-candidato de consenso no partido, ele já falava como tal. A resposta veio de imediato: “sou pré-candidato. Antes o PSDB especulava outros nomes, mas o meu foi o lançado pelo partido. Então, esta já é uma etapa vencida. Agora, é discutir com a base aliada, que também está apresentando seus nomes”, colocou ainda.

É o caso – por exemplo – do Democratas com o deputado estadual Jefferson Morais (que já mostrou as garras para o prefeito Cícero Almeida (PP)) e o PSB com o deputado federal Givaldo Carimbão (PSB). O parlamentar tucano até revelou que já teve uma conversa inicial com Carimbão, mas não entrou em detalhes.

Nos bastidores, este blogueiro ficou sabendo, que rachar a base aliada com várias candidaturas em Maceió pode até ser uma questão de estratégia, em virtude de ser uma localidade com possibilidades grandes de segundo turno. Rui Palmeira confirma que existe esta discussão interna, mas ressalta que o momento agora é de “diálogos para a busca de um entendimento”.

“Há quem ache que a melhor estratégia é fragmentar”, colocou, deixando nas entrelinhas que não concorda com esta visão. Quanto ao seminário, Rui Palmeira coloca que é um momento para discutir alternativas para as cidades e ressaltou inclusive a presença do deputado federal (também tucano) Antônio Imbassahy (BA). “É hora de discutirmos – inclusive que outras legendas possam apresentar propostas – alternativas para os grandes desafios enfrentados pelas cidades”, frisou.

O seminário reúne várias lideranças tucanas. Rui Palmeira coloca que os problemas das grandes cidades são gerais, como questões relativas a transporte público e saúde. Indaguei sobre a administração de Cícero Almeida (PP) – a quem Palmeira pretende substituir – e quais os desafios desta. “O maior problema da capital alagoana, pelo que tenho visto nas localidades que tenho visitado, é a reclamação em relação à área da Saúde. Temos a pior cobertura do PSF. É o pior pecado da atual gestão. Saúde pode melhorar. É possível, pois outras capitais possuem coberturas bem melhores”, frisou.

Fora do campo das eleições de 2012, indaguei ao tucano sobre como ele tem acompanhado as denúncias envolvendo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Planejamento, Luiz Otávio Gomes, inclusive com a oposição local (leia-se o PSOL) pedindo sua saída da pasta. “As investigações estão acontecendo. O Luiz Otávio é um dos responsáveis pela volta das indústrias no Estado. Ele já deve estar debatendo com o governador sua saída ou permanência”, colocou.

Questionei se o caso se assemelhava aos dos ministros da presidente Dilma Rousseff. Rui Palmeira foi taxativo com o “não”. “No caso dos ministros da Dilma foi criado um modo de operação com ONGS criadas para corrupção. ONGs sérias tem dificuldade de conseguir recursos, mas as criadas por militantes conseguem e se envolvem em supostos desvios”, finalizou, ressaltando que a oposição tem feito seu papel – no Governo Federal – de forma responsável.

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