O consultor da ONG Pró-vida e assessor técnico da Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, Dino Alves é pré-candidato a vereador em Maceió, rompendo barreiras impostas às minorias, como mulheres e portadores de necessidades especiais, que já conseguiram ter representantes no Legislativo Municipal.
A pré-candidatura foi anunciada pelo presidente do Grupo Gay de Alagoas, Nildo Correia, durante entrevista no Programa Conversa de Botequim, na última terça-feira (22). Correia afirmou que o movimento LGBT cansou de apoiar candidatos e não ter suas reivindicações defendidas na Câmara, o que pode mudar, caso Alves seja eleito.
À reportagem do Cadaminuto o pré-candidato disse estar surpreso com a repercussão que o anúncio causou, informando que já havia recebido convites para se candidatar anteriormente, mas resolveu não aceitar para se engajar nos projetos do Movimento LGBT, ajudando, inclusive, o GGAL e a Pró-Vida a se reestruturarem.
“Já me convidaram para ser candidato a deputado estadual. Durante a campanha do governador fui coordenador de movimentos sociais, trabalhei junto a deficientes e ao público LGBT. A convite da secretária Kátia Born me filiei ao PSB e assumi a secretaria LGBT do partido, que aposta em novos nomes”, contou.
Projetos para o público LBGT
Ele agradeceu a confiança e lembrou que sua militância o levou para o meio político, citando que o prefeito comunitário do Benedito Bentes, Silvânio Barbosa também é uma aposta do PSB. Para Alves, no legislativo municipal será possível formular projetos de lei que contemplem o movimento LBGT.
“Me questionaram se eu seria o primeiro prefeito gay de Alagoas, mas deixo claro que vou disputar uma vaga na Câmara. Nunca antes houve um candidato assumidamente homossexual disputando esse cargo. Garantir recursos para nossos projetos qualquer parlamentar faz, mas queremos mais que isso”, ressaltou.
Ainda de acordo com Dino Alves, caso seja eleito, seu mandato será voltado principalmente para o exercício da cidadania. Ele disse que espera contar não apenas com o apoio do movimento LGBT e sim, daqueles que reconhecem a importância do trabalho feito para diminuir os preconceitos.
“As minorias vêm se organizando, um exemplo disso são as mulheres, que a partir da década de 80, com o movimento feminista, passaram a atuar na política. Temos como exemplo a Teresinha Ramires e a própria Kátia Born. Não foram só as pessoas com deficiência que levaram o Gerônimo, a Thaíse e a Rosinha para a política”, afirmou.



